Sobre o GEH

 

Ao enviarmos um comunicado de abertura do GEH para diversos leitores e amigos da Humanus tivemos uma boa receptividade. E para nossa satisfação vários admiradores confessos da revista aderiram imediatamente à proposta e se colocaram à disposição para contribuir no que estivesse ao alcance de suas possibilidades. E os grupos de estudos já estão se formando. Felicitamos aos corajosos!
Um desses grupos, da cidade de São Paulo, cujos participantes vêem assistindo e acompanhando esses nossos cinco anos de luta incansável, através da publicação da revista, não resistiram à vontade de conhecer os bastidores da Humanus, seus responsáveis e principalmente seu idealizador e diretor. Entraram em contato e pediram para visitarem a nossa redação, conhecer e conversar com nosso Presidente. Apesar de leigos no ramo propuseram ainda realizarem uma entrevista a fim de avaliarmos sua possível utilidade.
As portas da Sama foram abertas e o Presidente da Sama Multimídia, Joaquim José de Andrade Neto, recebeu esses amigos da Humanus na nova sede da editora e concedeu uma esclarecedora e surpreendente entrevista sobre os objetivos do GEH e muito mais. E os realizadores de todo esse trabalho da revista foram contemplados com a presença de um grupo de jovens, em sua maioria, sensíveis e inteligentes que demonstraram uma reação à tanto esperada e à altura da Humanus e do que estavam vivenciando durante o período em que estiveram na sede da editora.
Consideramos que a presente entrevista além de ser imperdível, responde a todas as indagações a respeito do GEH e da Humanus. Por esse motivo decidimos publicá-la aqui neste sítio e também na Humanus V, nossa próxima edição.
Saiba tudo que você sempre quis saber sobre o anuário cultural mais polêmico da atualidade!
Boa viagem...

 

 

Somos:

Benjamin - Estudante de filosofia
Felícia - Artesã
Malcio - Médico Legista
Maria da Glória - Jornalista
Luciana - Jornalista
Otávio - Físico
Pablo - Músico


Agradecemos à Sama Multimídia pela surpresa de divulgar essa entrevista através do sítio do GEH e da Humanus deste ano. Na verdade quase não podemos acreditar em tudo isso que está acontecendo.
Somos um grupo de pessoas, alguns universitários e outros já formados em diferentes áreas, que desde o lançamento do primeiro volume deste anuário estamos perplexos com o conteúdo e com a apresentação desta obra praticamente inacreditável. Alguns de nós já havia entrado em contato com a redação através de e-mails e recebemos com alegria o comunicado da formação do GEH e também o consideramos uma grande coincidência. Isso porque, sem nos darmos conta e de forma espontânea, na verdade já formávamos um grupo de estudos da Humanus. Sempre conversávamos muito sobre os temas da revista, trocávamos idéias, opiniões, além de sermos divulgadores em potencial dessa revista. Também, a leitura dos quatro volumes da Humanus conseguiu provocar um efeito de despertar, ou aumentar em nós uma inconformação com o mundo tal como se encontra e com as pressões que somos obrigados a viver. Aliás, a leitura desses quatro volumes facilitou bastante a nossa compreensão sobre temas não apenas importantes mas fundamentais e começamos a repensar valores. E por isso mesmo a vontade de nos aproximar das pessoas que fazem esse trabalho já existia há tempos. Tínhamos um grande interesse em conhecer os humanos que realizam o trabalho de escrever e editar essa revista. Na verdade até desconfiávamos de que essas pessoas existissem e que algo de muito estranho estivesse por trás de tudo isso. Obviamente que ALGUÉM estava por trás de um trabalho tão corajoso e até perigoso!
Além disso, o sentimento de que já estava na hora de começar a fazer a nossa parte para contribuir com essa publicação estava cada vez mais forte. Mas acabávamos não fazendo nada, ficando com receios, dúvidas, preguiça... e de repente chega o comunicado sobre o GEH no qual diz que chegou a hora de cada um fazer a sua parte e que a continuidade da publicação da revista dependia de nosso apoio. Recebemos isso como um ultimato. Afinal, sempre nos dizíamos livres, politizados, nos incomodados com muitas coisas que, como diz a Humanus, o sistema nos obriga a fazer, mas não estávamos fazendo nada para nos ver livres e até combater tudo aquilo como é o caso da Humanus. Mas, finalmente tomamos a decisão de nos dirigirmos até a Sama.
Lá chegando tivemos o alívio de encontrar diversas pessoas que fazem parte da equipe da Humanus. E, além disso, como já imaginávamos, também descobrimos que realmente havia alguém por trás de tudo isso. Esse homem nos permitiu desfrutar, pela primeira vez, da clareza e da ordem no universo das idéias e chegou até mais além, alcançando uma região do nosso ser que estava adormecida. Provavelmente a nossa consciência, nosso espírito. Um êxtase. Suas palavras e energia penetraram em nós como um furacão mexendo profundamente conosco e fez voar pelos ares falsas idéias e teorias inúteis. Mesmo porque, naquele momento sentimos e não pensamos.
Portanto, a entrevista aqui apresentada é mais uma prova do poder da Humanus.

Amigos da Humanus - São Paulo.

 

 

 

Entrevista com Joaquim José de Andrade Neto
P
residente da Sama Multimídia Educação e Arte

 


Amigos da Humanus - Como surgiu a idéia de editar a Humanus?

Presidente da Sama - A idéia surgiu quando eu cheguei ao ponto de constatar que não havia mais nenhum jornal e nenhuma revista para eu ler. Todos eles tinham a mesma ideologia, isto é, sempre de forma ostensiva, sutil ou subliminar estavam induzindo o leitor a fazer papel de idiota, a ser supersticioso, superficial e moneyteísta, ou seja, praticar uma única religião: a religião do capital, a religião do chamado capitalismo.

AH - Para um leitor que já leu os quatro volumes desse anuário fica evidente que houve uma revisão em praticamente todas as áreas do conhecimento e não faltaram críticas ácidas e incisivas para todo mundo, ou seja, comunistas, ditadores, sionistas, artistas, psicólogos, jornalistas, católicos, judeus... Resumindo é difícil definir esta publicação. E a pergunta é: qual a linha editorial da Humanus, de que lado ela está?

PS - Ela está do lado do belo, do bom e do verdadeiro. Sua linha editorial é contundente e totalmente sem escrúpulos quando se trata de desmascarar toda falsidade e nocividade capazes de impedir o bem estar e a alegria de viver do homem. Mas, ao mesmo tempo, ela é suficientemente humilde, respeitosa, corajosa e apolítica quando se trata de admirar e reconhecer o que há de melhor em todos os homens, independentemente de suas religiões, raças, nacionalidades e classes sociais. Ela é perigosamente justa. A Humanus transcende as posições ideológicas e os dogmas religiosos. Ela é cósmica no reino da matéria, no sentido de respeito à ordem e à harmonia do Universo, e é vertical no reino do espírito, pois está a serviço da evolução do homem.

AH - A Humanus afirma que a leitura de seus artigos pode trazer uma clareza maior sobre os mais diversos assuntos. Até aí concordamos plenamente. Ela também promove de cabo a rabo em suas páginas a prática da verdade, da humildade, da dignidade. E nós perguntamos como podem os humanos aplicar em seu dia-a-dia tais práticas de virtude num mundo como esse, onde ele é estimulado ao extremo a praticar exatamente o oposto? Não é um tanto utópico e lírico tudo isso?

PS - Bom, do jeito que o senhor está falando seria a mesma coisa a pessoa pensar que, já que ela vai morrer, então por que viver? Que sentido faz viver? Para que eu vou fazer o bem, construir as coisas se depois não adianta nada, eu vou morrer? Então, é uma questão de gosto, de coragem, de dignidade, de honra, de justiça. Pena que essas práticas foram substituídas por hipocrisia, cumplicidade, interesses, guerras. Agora... depende da pessoa. Tem gente que se sente bem sendo corrupto, hipócrita; que acha que se ela tiver centenas de bombas atômicas estará segura. Mas algumas só se sentem satisfeitas fazendo o Bem, lutando contra as debilidades e procurando ser uma pessoa íntegra no mais amplo sentido da palavra. É fácil se você tentar.

AH - É impressionante a variedade dos temas abordados nos artigos bem como a profundidade e seriedade com que os mesmos são tratados. Não existe nada superficial na revista. E pela riqueza de informações, bibliografia, ilustrações é de se presumir que um imenso acervo e arquivo estão à disposição do Conselho Editorial. Qual é a fonte de tudo isso?

PS - De fato a revista conta com uma biblioteca que possui mais de 60.000 livros, temos nossos correspondentes que sempre contribuem com textos e informações importantes, existem diversos pesquisadores voluntários que se utilizam desse instrumento mágico em mãos responsáveis e bastante perigoso em mãos débeis, que é a internet além de outras fontes de informação. Mas a revista não é escrita baseada exclusivamente nessas fontes de informação. Os livros e os meios de comunicação, obviamente são necessários para a pesquisa, para servir de ilustração, desenvolver uma idéia, como prova documental, histórica, como fonte de dados cronológicos. Mas para esse trabalho é necessário mais que isso. Além das informações e dos textos pesquisados o mais importante é a pessoa que lê e trabalha com o texto. Porque existem três classes de leitores: a que lê e acredita em tudo que está escrito; a que lê e não acredita em nada que está escrito; e a que lê o que está oculto no texto, nas entrelinhas. Muitas vezes, de um texto pode surgir uma reportagem totalmente oposta ao que o seu conteúdo está querendo induzir o leitor a acreditar. Então, para poder montar um artigo, fazer uma reportagem que permita ao leitor chegar à uma conclusão capaz de fazê-lo auferir benefícios reais, práticos e bons é preciso ser da terceira classe de leitores e ter, acima de tudo, a determinação de falar a verdade.
É claro, que para desenvolver um artigo conclusivo, opinativo, principalmente quando envolve personagens históricos ou temas intrincados, inevitavelmente são consultados dezenas de textos. Mas se a pessoa que irá escrever não souber ler nas entrelinhas e não souber fazer a correta interpretação ela pode construir um texto confundidor que é o que acontece na mídia do sistema. É evidente que eles não escrevem desta forma por engano, já escrevem de caso pensado, de forma a induzir o leitor a adotar um pensamento único, distorcido, tendencioso e com isso programá-lo a uma obediência servil e cega a um sistema que se torna cada vez mais opressivo, desumano e tirânico, ainda que, camuflado sob o manto da democracia e da "liberdade de expressão". Resumindo, desmanchar ciladas dialéticas, demolir falsos mitos de forma clara e documental, reunir as pérolas mais preciosas registradas nos livros pelos espíritos mais sensíveis de forma que não seja uma colcha de retalhos mas sim uni-las de forma harmônica, útil, poética, capaz de despertar a atenção provocando transformações e dilatando a compreensão das pessoas é tarefa para Humanus.

AH - Isso realmente não passa despercebido e é exatamente por isso que viemos aqui, por reconhecermos nas páginas da revista algo de superior e diferente de tudo o que já vimos. Mas, de qualquer forma, mesmo sabendo ler nas entrelinhas, como é possível alcançar essa capacidade de fazer isso que o Sr. acabou de falar, ou seja, como surgem as interpretações tão inovadoras e surpreendentes da Humanus?

PS - A escada da evolução tem 33 degraus que são as 33 formas da inteligência. O antipenúltimo desses degraus chama-se inspiração. Sócrates o chamava de Daimon.

AH - E o que o senhor entende por inspiração?

PS - É o anjo da guarda da Verdade que às vezes se manifesta como um passarinho azul que conta segredos nos ouvidos de seus amantes.

"Já sabíamos que estávamos falando com o Mestre da União do Vegetal, devido às matérias sobre esse assunto na Humanus I e III, mas, num primeiro momento, começamos a chamá-lo por Dr. Joaquim, pois, estávamos entrevistando o presidente da Sama Multimídia. Mas, sem nos darmos conta, de repente, e naturalmente, estávamos chamando-o de Mestre. Não chegamos à conclusão se foi por efeito de acompanhar a forma como era tratado por alguns discípulos seus ali presentes ou se por um sentimento de estarmos aprendendo com a sua presença através de suas respostas surpreendentes e enigmáticas."

AH - A revista abrange diversos e variados temas, os quais interligam-se entre si em uma engenharia perfeita. Como é possível esta unidade e coesão levando-se em conta que o Conselho Editorial é formado por diferentes pessoas, cada um com uma atividade diferente, idéias diferentes, idades diferentes, anseios diferentes? Qual o segredo disso?

PS - Unidade de comando.

AH - Agora queremos saber como é possível publicar um anuário de alta qualidade gráfica, ou seja, papel de primeira, impressão cuidadosa, acabamento finíssimo, ilustrações raras, ou seja, visivelmente caríssima, sem publicidade nem patrocínio?

PS - Segundo nosso estimado amigo e correspondente internacional, Ramón Bau, trata-se de um milagre. Mas esse milagre de fato tem um custo e esse custo é o preço que eu tive que pagar para criar um espaço onde a verdade impera e é exposta de forma clara e livre. Praticamente tudo que eu adquiri em relação a bens materiais durante trinta anos de trabalho ininterrupto eu coloquei à disposição desse trabalho do qual a revista é apenas uma pequena parte. Mas, confesso que eu esperava uma reação bem mais expressiva do que a que houve até então. Tenho plena convicção da importância desse trabalho e é minha vontade que as pessoas se dêem conta disso o quanto antes. Por outro lado, não tenho pressa.

AH - Então, financeiramente, se não fosse o patrimônio que o senhor adquiriu durante a vida e disponibilizou nesse trabalho, não existiria a Humanus?

PS - Bom, eu sempre soube que a Humanus tinha que vir à luz independentemente das implicações disso. Eu venho fazendo o que posso para realizar esse trabalho. Houveram diversas pessoas que contribuíram com doações mas até agora quem carregou o piano mesmo fui eu.

AH - Mas se caso alguma instituição se interessar em patrocinar a revista não seria aceito?

PS - Aceitar nós aceitamos, mas de forma cuidadosa porque o dinheiro é a maior tentação no sentido de macular o caráter humano, de tentar afastar as pessoas da dignidade. E esta, na verdade, uma coisa ampla, é a síntese da prática de todos os atributos divinos; uma pessoa digna é digna no amor, no trabalho, na amizade, na prática da espiritualidade. Por outro lado, o dinheiro representa um obstáculo tentando impedir o homem de praticar esses princípios de amor ao próximo, respeito, honra, responsabilidade, justiça, paciência. O dinheiro é, na maioria das vezes, usado para obter vantagens; ele estimula a anti-paciência, a anti-humildade e a anti-sobriedade e anti-temperança quando não é usado a serviço do bem e do social. É uma das formas mais perigosas de corrupção, de aliciamento e de apodrecimento espiritual. Muitas vezes os detentores da chave do cofre dão dinheiro para os que eles consideram como inimigos a fim de tê-los na mão, de manipulá-los, de escravizá-los E isso eles não vão fazer com a Humanus. Por isso todo cuidado é pouco. O dinheiro que eu ganhei e doei para a revista eu conheço a procedência e sei que foi ganho com dignidade. Se houver algum empresário corajoso que tenha afinidade com nosso trabalho e que queira fazer uma doação, de forma incondicional, será reconhecido como uma prova de sensibilidade e de humanismo. Sendo a produção da empresa doadora uma coisa útil e saudável para a humanidade, tudo bem. Inclusive o número da conta para esse fim está em todos os volumes da revista. Mas no caso, por exemplo, de indústria de bebidas alcoólicas ou tabagista ou ainda, de instituição financeira que vive de juros, o dinheiro delas não seria aceito.

AH - Mas o senhor tem alguma coisa contra o dinheiro? Vocês não querem ganhar dinheiro?

PS - Como eu sempre digo, o dinheiro é o símbolo do trabalho só que deve estar a serviço do social, o que é feito, por exemplo, com a edição da revista Humanus que é uma obra de utilidade pública. A importância do dinheiro consiste em permitir às pessoas o acesso a tudo que possa contribuir para a sua evolução. Trabalhar honestamente e receber o seu salário a fim de desfrutar de um bem estar é algo bom. Conforto material, acesso a obras de arte e a livros raros, alimentos delicados e saborosos, um jardim bem cuidado, boas músicas, é uma necessidade para a pessoa desenvolver a sensibilidade dela, e, para ter acesso a essas coisas é preciso ganhar dinheiro. Então, em absoluto, eu não sou contra o dinheiro, mas eu sou totalmente contra o uso desumano do dinheiro. Em verdade, eu tenho verdadeiro asco de assistir um pequeno grupo de seres egoístas e gananciosos emprestando dinheiro à juros prejudicando as pessoas de forma individual ou coletiva, como é o caso da dívida externa, dos países chamados "devedores", com o objetivo único e exclusivo de acumular bilhões e bilhões de dólares que são usados, principalmente, para fabricar armas e até milhares de bombas atômicas. Inclusive, ouvir pessoas falarem em resolver o problema da fome distribuindo cestas básicas mais parece humor negro. Eu pergunto por que elas não dizem com todas as letras a causa da fome no mundo? Ora, se existem centenas de pessoas acumulando bilhões de dólares como seria possível não haver pessoas passando fome? Se alguns acumulam muito, por suposto, a maioria tende a ficar com pouco e muitas vezes com nada. Então, as pessoas precisam deixar de ser hipócritas e ir direto ao ponto: a fome e o desequilíbrio social é resultante de uma prática maldita que corresponde a uma simples palavrinha, que na verdade está mais para palavrão, composta de cinco letras e que começa com u e termina com a. Usura.

AH - Mas se a revista é de utilidade pública e é usada com objetivo social, por que ela é vendida por um preço tão alto restringindo o acesso apenas às pessoas com recursos financeiros?

PS - Publicar a Humanus ainda não dá lucro, pelo contrário, nós pagamos para trabalhar. Primeiro pelo alto custo de sua realização e, além disso, a aparente e proposital falta de interesse por parte da mídia do sistema, fazia com que o grande público não tivesse acesso à revista como deveria ter. E as vendas, que são a única fonte de renda da revista, até agora não eram suficientes nem para cobrir seus custos. No ano de lançamento da revista nós a distribuímos por um valor bastante abaixo do preço de custo como forma de estímulo e promoção de lançamento, mesmo porque as pessoas nunca tinham visto nada semelhante. Nesse mesmo ano, em 2000, nós também distribuímos e doamos mais de dois mil exemplares para todos os estados do país, para a imprensa, as universidades, instituições culturais e governamentais. No entanto, não dá para ignorar o custo da revista, o trabalho e a luta que é para conseguir publicá-la. E assim, nos anos seguintes fez-se necessário tentar pelo menos cobrir estes custos porque não há patrimônio que agüente sustentar tanta demanda sem um mínimo retorno. E não podemos deixar de lembrar que a Humanus é um anuário cultural que não possui publicidade que é a alta fonte de renda de todas as outras revistas além de incentivos governamentais. A Humanus é na realidade é um livro de arte e cultura que é chamado de revista. Mas tudo é uma questão de gosto, se uma pessoa preferir comprar, por cindo reais, uma revista da imprensa do sistema, que ela geralmente lê no banheiro e em seguida descarta, e reclamar do preço de um livro de arte e cultura que merece ser encadernado ela é quem escolhe. Para o senhor ter uma idéia, o papel que utilizamos em sua edição custa em média R$ 70.000 reais. São feitos centenas de escaneamentos e fotolitos e a gráfica é mais uma pequena fortuna. Depois de pronta, do valor de cada unidade, 50% fica para as livrarias e bancas. 35% é para o governo através dos impostos. E não esquecendo que o frete também é por conta da editora o senhor há de convir que não é possível pagar tudo isso com os 25% que sobrou. Na verdade podemos dizer que nossos gastos representam no mínimo cinco vezes mais do que esse valor restante de 25%. Conclusão: a Humanus não é uma revista só de utilidade pública ela é beneficente, tanto espiritual quanto materialmente. Resumindo, o senhor está equivocado, pois a Humanus é a revista mais barata do mundo.

AH - O senhor citou um ponto intrigante e que nós já percebemos há bastante tempo. É essa questão da imprensa, unanimemente, fazer de conta que essa publicação não existe, não dar espaço, não comentar, não falar absolutamente nada. O que explica isso considerando que vivemos em um país democrático e liberal e considerando ainda que não se tem similar no gênero?

PS - Bom, a revista fala exatamente o que eles não querem ouvir, apesar de ser o que eles mais precisam ouvir. E mais que isso, a revista expõe, com todas as letras, o que eles fazem de tudo para esconder das pessoas. Por isso é que a Humanus é anti-sistema. E talvez seja por isso que eles fazem questão de que a revista não seja divulgada e que passe despercebida. Mas, a formação dos Grupos de Estudos Humanus é uma prova de que eles não estão conseguindo seu intento.

AH - E é isso que explica as diversas perseguições contra a revista, principalmente por parte de um grupo de judeus sionistas, conforme nós vimos no artigo A Reação da Ignorância?

PS - Para o regime democrático globalista Bushniano tudo é possível. O Divino Mestre Jesus, que é o único judeu que eu conheço e reconheço e que se deu ao trabalho de vir até aqui para atualizar e humanizar o judaísmo, ensinando, entre outras coisas, que as pessoas não devem atirar pedras nas mulheres; que os homens podem fazer o Bem e trabalhar durante todos os dias da semana - inclusive no sábado -; que ao invés de olho por olho dente por dente o homem deve amar o próximo como a si mesmo; que não devem ser hipócritas e devem seguir o caminho da verdade foi crucificado. Então eu não vejo nenhuma novidade nisso e observo que em dois mil anos eles não aprenderam nada, pelo contrário, conseguiram um verdadeiro milagre às avessas: nunca foram tão anti-paz, anti-amor, anti-espírito. É só ver o que eles estão fazendo no mundo. Essa questão de confundir judaísmo-religião com sionismo-ideologia política, é uma forma de tentar escamotear a verdade e de confundir as pessoas. A mentira, atualmente se tornou uma verdadeira praga. Eles praticamente a institucionalizaram e não se sentem nem um pouco constrangidos em afirmar que ela é uma necessidade e assim, praticamente todas as pessoas mentem.
Então, existem pessoas que se auto-denominam judeus, mas que de judeu não têm absolutamente nada porque se eles assim o fossem eles seriam discípulos de Jesus. E é por isso que eles só podem, no máximo, se auto-intitularem sionistas, que são coisas aparentemente parecidas mas que são totalmente diferentes. É como espírito e matéria. Jesus, O Verdadeiro judeu, é o reformador do judaísmo. O que Ele fez foi espiritualizar o judaísmo. E a partir daí começaram a segui-Lo. Inicialmente em sua grande maioria eram os judeus, depois gregos, romanos, e com o tempo os povos de todas as regiões que se identificaram com Seus ensinos e se tornaram cristãos. Só que com o tempo, com a política, com os interesses pessoais as coisas mudaram. E, paradoxalmente, nunca existiram tantas igrejas que se auto-denominam cristãs, as quais existem aos milhões, mas que estão longe de sentirem, ensinarem e praticarem a Lei Maior do Divino Mestre Jesus que é o amor...se eles não deixam nem as pessoas expressarem suas idéias imagine então amar...

AH - Mas, afinal, com tantos esclarecimentos dados pela própria revista sobre a diferença entre judaísmo e sionismo e sobre os objetivos da revista e com o trancamento do inquérito, enfim, os judeus compreenderam os objetivos da revista? Se aproximaram?

PS - Aí eu posso responder com uma música, a senhora toca violão?

"Risos tomaram conta do recinto. Maria da Glória meio corada respondeu que não. Mas mesmo assim o Mestre mandou providenciar um. E quando ele chegou..."

PS - Tem uma boa música do Moraes Moreira que dá para responder sua pergunta. Mas só que não sou eu que vou cantar por que eu só canto para trazer uma Chamada.

AH - Como assim Chamada?

PS - Chamadas são cânticos iniciáticos trazidos durante o ritual religioso da União do Vegetal. E para trazer as Chamadas é preciso um Cháman, ou seja o homem do chá. Eu sou o único Chá-man que eu conheço. Tem uns antropólogos aí nas universidades que vivem chamando a atenção das pessoas mas chaman, chaman, e não acontece nada, ou só acontece na cabeça deles. E a palavra é uma coisa bem perigosa. Ela é uma verdadeira chama. Dependendo do que a pessoa chama ela pode até se queimar.
Mas quem é boa para cantar mesmo é a Daniele. E além disso ela vem acompanhando todos os acontecimentos. Canta aquela música dos sinais.

"Gente, de repente nos lembramos de que aquela figura toda séria era a Narizinho do Sítio do Pica-Pau-Amarelo em pessoa. E começou a cantar."

Eu fui beber na fonte, eu fui comer no pé.
Você me pede que eu lhe conte mas eu não digo onde é.
Aqui já não me engano, pois tenho fé seu moço
e já não falo de oceano para quem vive no poço.
A fé, a fonte, a ponte, o pé,
você me pede que eu lhe conte mas eu não digo onde é.
Agora estou na minha, brincadeira tem hora.
Já não derramo a farinha nem jogo mais conversa fora.
Que pena, sua antena não captou sinais.
Agora você me acena por trás dos Montes Sinais.
Ai, ai, que pena são tantos ais.
Agora você me acena por trás dos Montes Sinais.

PS - Então é isso aí, depois de tantos ais, depois de tanto trabalho para poder contar as histórias que não estão na História, ainda tivemos que ser alvo da ignorância e da infâmia. Mas tudo é bom, porque se não fossem esses acontecimentos essa conversa que estamos tendo agora não existiria. Mas, se é isso que a senhora está querendo, eu já adianto que revelar a causa de tanta resistência assim na bandeja não será possível. Continua lendo a revista...

AH - Mestre, com licença de fazer um aparte, mas com relação àquela questão do gelo da imprensa, nem com a atriz que interpretou a Narizinho fazendo parte da equipe da revista, uma figura tão marcante na memória de todos, adorada pelas crianças, nem assim a mídia deu espaço?

PS - Aí deve ser porque eles têm inveja dela porque ela é Narizinho e eles são narigudos.

AH - O que vocês têm feito para se defender?

PS - Bom, fazendo a revista ininterruptamente, seguindo o preceito de que a defesa contra o mal é a prática do Bem.
Mas voltando a três perguntas atrás, além deles não terem ainda se dado conta do que realmente a revista está mostrando com relação à todas as ideologias e não terem procurado fazer um auto-exame e se aproximarem, aconteceu que alguns ex-membros da equipe de revista não conseguiram sustentar as convicções expressas na Humanus, com as quais tiveram afinidade por um breve período de lucidez, e acabaram se afastando ou tiveram que ser afastados. Isso se deu justamente por não terem conseguido resistir ao intenso nível de pressão sobre aquele que decide bater de frente com o sistema e colocar a verdade em primeiro lugar; foram débeis. Mas a debilidade é uma das características humanas que, apesar de ser negativa, é digna de misericórdia. Se o débil se lembrasse que transitórios são todos os estados mentais seria mais fácil para ele ter a coragem e a persistência de lutar. São semelhantes aos suicidas que acreditam que aqueles momentos de intensa dor e desespero que antecedem esse ato de fuga da realidade da vida são perpétuos. Desconhece esse segredo de que os estados de espíritos cambiam e que com um pouco mais de paciência, contando até cem ou quem sabe até mil tudo seria diferente. Infelizmente eles não conseguiram fazer uma metanóia, não conseguiram transformar a tristeza, a dificuldade, a prova em uma semente de alegria e de realização. O débil é um apressado que realiza um extraordinário prodígio: quanto mais débil, mais inferiorizado, e quanto mais inferiorizado, mais orgulhoso. A debilidade alimenta a inferioridade, a inferioridade aumenta a dificuldade de reconhecimento dos erros e a dificuldade do reconhecimento dos erros se transforma em orgulho. Resumindo, trata-se de uma verdadeira alquimia do diabo.
Mas eu vejo isso como um processo natural, é como separar o joio do trigo. E o grau de exigência de conduta e retidão de caráter que é cobrado de todos que fazem parte desse trabalho, que como eu já disse, não compreende somente a Humanus, não será amenizado. Mesmo que as dificuldades encontradas resultantes deste grau de exigência possam vir a acarretar uma sobrecarga aos mais conscientes do tamanho dessa responsabilidade, isto não será motivo capaz de desviar o rumo já previamente traçado para essa obra, pelo contrário, será motivo de maior resistência a fim de que em primeiro lugar esteja sempre a verdade. Então nosso processo é um processo dinâmico, orgânico, que vem evoluindo permanentemente. Eu sei que para se fazer certas afirmações é necessário que se tenha lastro e isso se conquista com a prática do bem. E na Humanus alguns homens de boa vontade, que sabem ou souberam do que eu estou falando, são contemplados com verdadeiras homenagens como é o caso de Nicola Tesla, Michael Ende, Martin Lutero, Lampião, Nicolau II, Arno Breker, Salvador Dalí, Ezra Pound, entre outros. São eles paradigmas de seres humanos. Ainda que com suas momentâneas imperfeições mas todos dotados do atributo propulsor das maiores qualidades humanas, a dignidade.

AH - Quer dizer que alguns participantes desse trabalho, aqueles de ascendência judaica não fazem mais parte do projeto?

PS - Alguns não. Mas, porque o espanto? A senhora está considerando isso uma derrota em nosso trabalho?

AH - É...confesso que sim.

PS - Em verdade eu digo que se trata de uma confirmação dele e, portanto, mais uma vitória.

AH - Muitas pessoas ainda tem preconceito contra a Humanus ?

PS - Graças a Deus, essa é uma minoria de pessoas que ainda não teve a graça de sentir o sabor de viver livre desse cativeiro que é o preconceito. Nos alegra e é gratificante tomar conhecimento do crescente número de grupos de pessoas da América do Sul, dos Estados Unidos e da Europa, que vêm se aproximando. Quanto aos outros, como dizem nossos amigos John Lennon e Yoko Ono, que inclusive estarão marcando presença na Humanus V, "esperamos que algum dia eles se unam a nós e o mundo será Um".

AH - E agora vamos falar sobre o GEH. Essa é uma alternativa de divulgação da Humanus?

PS - Sim. A formação do GEH (Grupos de Estudos Humanus) vem servir justamente para divulgar a revista e colocar em debate planetário os temas nela abordados. É mais uma alternativa com o objetivo de levar nossa mensagem a um número maior de pessoas e proporcionar a elas condições de exporem suas opiniões, idéias, darem sugestões, apresentarem textos inéditos, enfim, um fórum apropriado para seres humanos que estão interessados em se aperfeiçoar na arte real da vida.

AH - O que é o GEH?

PS - O GEH é uma comunidade oficial da Revista Humanus. É um movimento de grupos de estudos que poderá se difundir em diversas cidades e países do mundo no qual cada membro poderá atuar efetivamente nesse trabalho. E o sítio do GEH será o ponto de encontro de todas essas pessoas. Chegou a hora dos leitores que se sentem sensibilizados com essa obra se envolverem mais, conforme os senhores mesmos relataram que estavam sentindo. Porque, como eu já disse, nós não fazemos isso por dinheiro e, nem tampouco, por vaidade. Trabalhamos para os humanos. Visando o esclarecimento deles e encorajando-os, através do exemplo, a se opor de forma consciente e consistente a um sistema desumano e confundidor. Então, o GEH é uma forma de cada um fazer a sua parte uma vez que a continuidade da publicação da Humanus depende disso. Na verdade, sem esse envolvimento a existência da Humanus não teria sentido. Ela existe justamente para reunir e unir as pessoas que não estão satisfeitas e se sentem agredidas por esse sistema que acabei de citar. E isso é necessário que aconteça o mais breve possível até por uma questão de sobrevivência.
Até aqui nós já fizemos todo o possível, só não fizemos o impossível porque essa palavra não existe em nosso dicionário, com um número reduzido de pessoas que não mediram esforços para realizar tudo que até aqui está feito. Conforme eu já disse, existe uma ampla biblioteca que foi pacienciosamente formada ao longo de trinta anos, existe esse prédio em que estamos de 2.000m2 de construção, existe um grupo unido e convicto de pessoas que partilham do mesmo ideal nas mais diversas áreas do conhecimento, existe uma sólida estrutura montada de forma organizada, eficiente, profissional, enfim está tudo bem adiantado, o mais difícil já foi feito. Agora é só manter, dar continuidade. É minha vontade que todos façam o melhor proveito possível.

AH - A Sama estará atuando permanentemente no sentido de dar respaldo a esses grupos, fornecendo material necessário, dando suporte, respondendo dúvidas?

PS - Com certeza. A equipe da Sama estará à postos nesse sentido. Mesmo porque, aqui são todos bem dispostos. Esperamos que o GEH cumpra o objetivo de iniciar um intercâmbio de informações, estreitar os laços entre os humanos, e com isso estimular e encorajar ações cuja finalidade seja contribuir de forma prática para provocar uma real melhora nas condições de vida dos homens.

AH - As universidades enquanto instituições de ensino poderiam fazer parte desses grupos?

PS - Sra. Ana Carola, por gentileza, abre o dicionário que está ali naquela estante na palavra universidade.

"Esta moça, membro do Conselho Editorial da Humanus e Correspondente na Bolívia, dirigiu-se até a estante indicada, abriu o dicionário e leu num bom portunhol a seguinte definição: 'Instituição de ensino superior que compreende um conjunto de faculdades ou escolas para a especialização profissional e científica, e tem por função precípua garantir a conservação e o progresso nos diversos ramos do conhecimento, pelo ensino e pela pesquisa.' E nosso entrevistado continua..."

PS - É pena que essa definição seja apenas tinta em papel. Se formos analisar os estatutos das universidades chegaremos à conclusão de que a Humanus deveria ser leitura obrigatória em todas elas. Afinal, desde o surgimento das universidades no século XII na Itália e depois as sucessivas fundações na França, Inglaterra, Alemanha, Áustria, estas sempre tiveram o escopo de conferir graus mais elevados de compreensão nos estudos jurídicos, filosóficos, científicos, religiosos, tendo sempre um papel importante nas consideradas lutas religiosas e também no campo político e social. E para isso sempre se teve, dentro delas, o acesso e o incentivo à leitura de obras literárias de todas as linhas possíveis e imagináveis, uma vez que o objetivo era ampliar conhecimentos e provocar mudanças sociais. Acontece que, misteriosamente, com a implantação da "democracia" à ferro e fogo, isso foi ficando cada vez mais utópico. Esses locais de estudos, hoje em dia, são mega empresas, altamente rentáveis, e que estão nas mãos dos programadores, os quais manipulam como querem essa máquina de fabricar diplomas seres robóticos e passivos. E eles não querem mesmo que a Humanus circule nas universidades porque estaria sujeito a acontecer algum fenômeno de imprevisíveis desdobramentos. Por exemplo, em quem o senhor votou?

"Pego de surpresa, Otávio, o mais desconfiado entre nós, que não fez nenhuma pergunta durante a entrevista, só ficou observando, respondeu em voz baixa: 'no Lula'."

PS - E a senhora?

"Luciana: 'infelizmente no Lula.'. E assim, sucessivamente, o Mestre perguntou para todos nós, Amigos da Humanus, e apenas dois haviam votado em branco, o restante, visivelmente envergonhados e decepcionados, responderam que votaram no Lula da Silva."

PS - E o que os fez votar no candidato empossado? Por causa de suas promessas de que a dívida externa era fictícia e que iria exigir que a mesma fosse recalculada? Porque ele prometeu que iria fixar os juros em 1%? Por acreditarem em suas afirmações fervorosas de que o salário estava achatado, o trabalhador explorado e que ele resolveria isso? Porque acreditaram que ele fosse resolver o problema da fome? Acharam que ele era rebelde, revolucionário de esquerda? Ai, ai...
Então, mesmo tendo lido os quatro volumes da Humanus, que eu estou sabendo que os senhores leram, a manipulação da mídia e a informação distorcida a que todos estão submetidos, os convenceu de que todas essas mentiras eram verdades.
No entanto, eu tenho certeza de que se as universidades estivessem tendo a humildade e a coragem de adotar a leitura da Humanus em seus cursos, e debater seu conteúdo em sala de aula de forma responsável, os senhores não teriam se enganado.

AH - Quem seria um bom presidente para o senhor?

PS - Para uma pessoa ser um presidente de verdade a condição necessária, e mais importante, é não mentir.

"Explosivas gargalhadas invadiram o recinto."

AH - O senhor deve estar brincando. Isso é praticamente impossível.

PS - Bom, meus discípulos não mentem, mesmo porque nos Boletins da Consciência da União do Vegetal a mentira é passível de punição. Os ex-mentirosos que o digam.

"Mais risos no recinto. Conforme já mencionamos estavam presentes durante a entrevista diversos discípulos da União do Vegetal que ouviam atentamente tudo que conversávamos."

AH - O senhor está querendo dizer com isso que o presidente tem que ser discípulo do sr?

PS - Tu o dizes.

(Sobre a verdade)

AH - Além da Unicamp, que nós já sabemos, qual a postura das universidades em relação à Humanus?

PS - Não posso negar que me entristece ver que os maiores interessados, pois são os mais atingidos, que são os universitários, professores, docentes, não estão tão ocupados com a programação a que estão submetidos, e, pelo contrário, estão tão iludidos e anestesiados, que saem em defesa de algo que está prejudicando sua evolução e a da humanidade. Provavelmente por medo, covardia, comodidade, ignorância e até mesmo maldade. Com relação a essa universidade que o senhor citou tudo o que precisava ser dito sobre ela já está registrado na Humanus IV. E com relação às demais, existem várias universidades do Brasil que anualmente compram ou nos enviam ofício solicitando doação das revistas para suas bibliotecas. Mas ainda são consideradas pálidas as demonstrações de reconhecimento pelo trabalho que vem sendo feito e pela importância dele. Resumindo, em nível universitário podemos constatar uma reação primária.

AH - Já faz algum tempo, em algum volume da Humanus, houve uma ameaça de publicá-la para o espanhol, para o inglês e até para o hebraico? É verdade isso? Esse trabalho está sendo feito?

PS - É, eu costumo dizer que tudo, antes de existir no plano físico, antes de se manifestar na matéria, existe na imaginação. Conforme meu testemunho no dia da inauguração da nossa nova sede, sempre foi, e é, nossa vontade ampliarmos o alcance de nossa voz através da edição e circulação da revista Humanus em âmbito mundial. E queremos ver o florescimento dela em diversos países. É fundamental para a saúde da raça humana a existência de um meio de comunicação independente capaz de provocar uma transformação e inaugurar uma nova concepção de vida que consiste em ouvirmos, reconhecermos e seguirmos a única e legítima ordem de comando que é a voz da consciência. E os obstáculos serão vencidos na medida em que ampliarmos nosso conhecimento sobre a natureza dos mesmos. De nossa parte, diversos artigos já estão traduzidos para o espanhol e para o inglês, inclusive, a Humanus I já está traduzida na íntegra para a língua espanhola e alguns desses artigos estão veiculando no sítio da Sama. Mas a publicação da revista propriamente dita, apesar de ainda não ser uma coisa concreta, aos poucos vem se tornando um imperativo para todos os envolvidos. Principalmente com o aumento de humanos que vivem em outros países interessados nessa obra. Então é uma questão de tempo. Tudo que eu construí no plano físico existiu primeiro na minha imaginação. Esse prédio, que aqui estamos, eu demorei vinte anos para construir. Todos os prefeitos dessa cidade, durante esse tempo, fizeram de tudo para que ele não existisse. Tentaram impedir o máximo que puderam. Mas eu fiz igual a história da tartaruga do Amazonas que estava andando tranqüilamente pela floresta amazônica, perto de Porto Velho, num lugar chamado Jarú. Era ela uma tartaruga igual às outras: paciente. E aí, lá vinha ela caminhando pela floresta quando de repente caiu uma árvore em cima dela tentando impedir sua caminhada. E quando aconteceu isso ela simplesmente esperou a árvore apodrecer e depois continuou sua caminhada. E assim aconteceu diversas vezes e ela, em todas elas, aguardou a árvore apodrecer e continuou o seu caminho pacientemente.
"A cada resposta nos surpreendíamos mais com esse nosso enigmático, arrebatador e bem humorado entrevistado. Realmente, é impossível se manter num estado de indiferença e de monotonia estando em sua presença."

AH - E qual a previsão para isso acontecer, pelo menos em espanhol e em inglês, que já está mais adiantado?

PS - Bom, eu sou o Mestre mas não sou profeta. Profeta é João Batista. Confio que o mais breve possível.

"Luciana, que sabíamos que entre nós era uma das mais interessadas nos assuntos que dizem respeito à União do Vegetal, que devorou todos os artigos sobre esse assunto e está ensaiando uma aproximação há tempos, e que não parava de falar durante a viagem para Campinas que estava apreensiva diante do fato de estar diante de um Mestre, nesse momento, não resistiu mais e interrompeu o assunto de forma intempestiva e ao mesmo tempo um tanto receosa. Mas falou..."

AH - Afinal, qual a relação da revista com a União do Vegetal?

PS - Antes de mais nada, a Humanus é filha dos segredos e mistérios trazidos pela Oaska, essa fonte de Conhecimento onde estão gravadas todas as revelações sobre a vida, as Leis Divinas, o Universo e a eternidade. Sem o poder e a capacidade desse chá de trazer os homens das trevas para a luz, da ignorância para o conhecimento e da ilusão para a realidade, a Humanus não existiria.
Sendo assim, a maioria dos voluntários, colaboradores e pessoas que contribuíram e que contribuem para divulgação e realização da Humanus são meus discípulos. Tanto os que já estavam freqüentando a União do Vegetal antes do lançamento da revista quanto os que chegaram por causa dela. E eles são pessoas que já pertenceram a todas as correntes políticas e ideológicas e já foram crentes das mais variadas religiões, inclusive a do ateísmo. Então, a União do Vegetal, é como um corpo onde circulam todos os tipos sanguíneos sem nenhuma incompatibilidade e esse mesmo corpo possui um cérebro que pode refletir sobre todas as correntes de pensamentos com uma luz projetada no, até então, obscuro e desconhecido mundo interior do homem, o que é proporcionado a cada um que bebe o chá. E nesse corpo tudo é submetido ao filtro do coração resultando na forma de expressão mais sincera possível.

AH - E isso não contraria a afirmação de que a Humanus é uma revista desvinculada de ideologias de toda espécie, políticas, religiosas? A União do Vegetal não é uma religião?

PS - A resposta está na sua pergunta. É só tirar a interrogação. Antes de tudo a União do Vegetal é um chá misterioso. Essa questão de religião ficou tão desgastada e vulgar, chegando mesmo a perder completamente seu sentido original que é a religação com o sagrado. Isso, sem sombra de dúvida acontece com todos que bebem esse fogo líquido, quem sente sabe. Mas, com certeza absoluta não acontece nas consideradas religiões institucionalizadas. O chá exerce um efeito disciplinante, exorcístico, profilático e purificador. A senhora há de convir que isso não tem nada a ver com a religião que eles professam por aí. Se assim fosse o mundo não estaria nesse estado de decadência e atraso espiritual em que se encontra, chegando às raias da brutalidade animal.
Por isso eu prefiro dizer que a União do Vegetal é uma escola de educação ampla e integral, onde a pessoa pode educar os seus pensamentos, pode saber da responsabilidade de fazer o uso da palavra e utilizá-la de forma equilibrada e elevada, e pode aprender a ter um comportamento verdadeiramente humano, capaz de lhe permitir praticar a mais cortês urbanidade mesmo vivendo numa selva de pedra com os mais raros faunos da espécie humana.

AH - E as pessoas tem medo de sentir isso? Porque tão poucas pessoas fazem parte da União do Vegetal?

PS - Aaaaah..., com certeza as pessoas têm medo disso, ou melhor, vamos dizer que tinham. E de fato eu sei que é preciso coragem para repensar valores e conceitos equivocados, demolir mitos, abandonar ritos vazios. Mas para os que conseguem ultrapassar a linha tênue e decisiva do questionamento lógico para a entrega confiante, pode verdadeiramente se deparar com o paraíso. Então, para quem gosta de mistério não existe nada melhor que beber o chá. E nada impede ninguém de se permitir essa experiência. Não é crime, não é pecado, pelo contrário é uma graça, comprovadamente faz bem para a saúde, deixa a pessoa mais inteligente, Deus não fica bravo com ela se ela beber o chá, independente do nome do Deus, pode ser Jeová, Tupã, Alah, Zeus, O Grande Arquiteto do Universo. E isso é o que importa para um livre pensador, livre no sentido de poder pensar, agir e falar com liberdade.

AH - Espero que o senhor compreenda a insistência, mas é que realmente estava ficando impossível não entrar nesse assunto especificamente. É que não podemos nos esquecer de que estamos falando com o Mestre da União do Vegetal, mesmo porque seria impossível isso estando na presença do senhor. Sabemos que esta entrevista é sobre o GEH e a Humanus mas também não podemos perder a oportunidade de estar diante de um Mestre e não perguntar nada sobre esse assunto e sobre essa condição tão...tão...
Bom, há momentos atrás, enquanto o senhor falava, eu me lembrei de uma música que diz: cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...Afinal qual o sabor de ser um Mestre?

"Observamos que a expressão do Mestre, nesse momento, tornou-se subitamente estranha. Não sei se é possível definir de forma que se possa ter uma real idéia do que presenciamos, mas, de qualquer forma, ela tornou-se mais radiosa e ao mesmo tempo reflexiva."

PS - É o de quem se sente espetado por um espinho e se depara com uma gota de sangue. A seguir contempla uma rosa e esquece o espinho porque está vendo como a rosa é bela.
É o de quem se sente espetado por um espinho e se depara com uma gota de sangue. A seguir contempla uma rosa e esquece o espinho porque está vendo como a rosa é bela.
E depois sorri, porque o sabor de ser um Mestre é saber de onde vem a rosa.

"Ressaltamos que de fato o Mestre repetiu duas vezes a frase completa. Não se trata de um erro de digitação."

"Não posso deixar de dar meu depoimento sobre esse momento, dizia Benjamin durante uma das reuniões de montagem desta entrevista em sua casa em São Paulo. E aí está!"

"Nesse momento tive a impressão de que o tempo havia mudado. Fiquei mais sensível ao lindo dia que fazia e senti o sol aconchegante e radioso entrar pelas janelas formando uma estranha sinfonia com as palavras do Mestre. As dúvidas e julgamentos, que por diversos momentos assumo que tive, se dissiparam e experimentei uma sensação de tranqüilidade e confiança que penso que nunca havia experimentado. Incrível!, minha cabeça ficou quieta...eu, um jovem estudante de filosofia, confuso e cheio de questionamentos fiquei com os pensamentos quietos!!!
Enquanto ainda me sentia nesse estado diferente e refletia sobre a metáfora da rosa, olhei nos olhos penetrantes de nosso entrevistado e foi como se estivesse olhando para dentro de mim mesmo. Já não ouvia mais o que estava sendo dito entre as pessoas... De repente alguma coisa aconteceu lá na sala que eu não consegui entender direito, mas sei que foi como se um relâmpago tivesse invadido o local, e coincidentemente alguém estava tirando uma foto com flash, e em seguida foi como se um trovão ecoasse no recinto. Muito assustado me senti como que despertado bruscamente de um sonho. E eis que percebo que o trovão era a própria voz do Mestre. Sem explicação, lógica ou filosófica, num instante de excepcional presença de espírito e por sorte, - porque seria impossível o Pablo anotar tudo que ouvimos nesse momento, - consegui apertar a tecla do meu gravador que não sei como estava desligado, e ouço as seguintes palavras que eram proferidas em um tom e forma até então por mim nunca visto":

PS - O alimento de todos esses acontecimentos, de todas essas realizações e inclusive desse momento é o mistério. Porque quando a pessoa pensa que não está acontecendo nada, na realidade está acontecendo tudo. Quanto mais consciente se torna o homem, mais aumenta o seu bem estar diante do permanente paradoxo da existência. É como este jovem tirando essas fotos: enquanto eu sei que consegui entrar no espelho, que eu vivo neste espelho, que eu sou UM com este espelho, de que serve alguém fotografar um espelho?
Então, a nossa relação ao mesmo tempo que pressupõe situações diferentes, ou seja, eu como Mestre e os senhores como discípulos, trata-se apenas de uma questão de ponto de vista. Ou seja, mais um paradoxo. Eu estou aqui? Eu, o Mestre, estou aqui e os senhores estão aí?

"Exatamente aqui nesse ponto, o Mestre olha para mim e diz: 'onde o senhor está?'.
Eu, paralisado, ouço novamente a mesma pergunta: 'O senhor, onde está?'.
Eu, me sentindo apertado, aperto novamente, e sem saber porque, a tecla do gravador, desligando-o, e respondo: 'eu estou aqui'. Rapidamente o Mestre diz: 'Não senhor. O senhor não está aqui, quem está aqui sou eu, o senhor está aí.' Continuei quieto, estático. E ele continuou...

PS - Então, tudo é uma questão de sintonia. Todo esse trabalho realizado tem como objetivo aparar as arestas do ego. Eliminar as escórias da vaidade a fim de não precisarmos filosofar sobre quem está aqui ou quem está aí. Quanto mais avançarmos no sentido de alcançar grau espiritual, cada vez mais nos sentiremos todos no mesmo lugar. Eu vos garanto ser isso humanamente possível. E o Mestre é um referencial, um estado de espírito capaz de afastar da pessoa as tendências inferiores e despertar suas aspirações mais elevadas, fazendo cada um se sentir UM na medida em que a confiança aumenta e os questionamentos são transcendidos.

"Impressionante. Estarrecedor. É como se ele estivesse traduzindo em palavras exatamente tudo que eu sentia. Conforme eu sentia ele falava. E, sinceramente, o sentimento que me veio é que eu e o Mestre nos tornamos Um nesse momento. Será que é isso que as pessoas sentem durante as sessões da União do Vegetal? Será essa a força estranha que se fala nas obras sobre a União do Vegetal?
Mas, quando me dei conta a entrevista continuava e o Malcio que, com certeza não estava sentindo o que eu estava sentindo, estava perguntando:"

AH - Qual a matéria mais bombástica da próxima Humanus?

PS - Essa é verdadeiramente uma pergunta difícil de responder. Quem sabe Lampião, o Capitão do Nordeste que resgata a vida de um homem corajoso que durante quase um século foi considerado um bandido, a Revolução Russa ou Um vulcão chamado Lutero...

AH - Quem tem medo da Humanus?

PS - Quem tem medo da verdade.

"Malcio, nosso veterano, num rompante inesperado se dirige ao entrevistado"

AH - Do jeito que o senhor fala até parece que o senhor é o dono da verdade!

"Caro amigo. Não seria possível, em palavras, expressar o que nesse momento aconteceu. É como tentar dizer o indizível.
Mas de alguma forma, eu, Felícia, tentarei descrever esse momento, que todos nós consideramos o mais impressionante de toda essa entrevista. Seu impacto foi de tamanha força que de lá para cá podemos dizer que algo de definitivo mudou em nossas vidas. Mesmo que de diferentes formas, mas todos foram abalados até às estruturas com esse acontecimento simplesmente inesquecível.
Ao final dessas palavras de Malcio, formou-se um silêncio aterrador na sala. A única coisa que se podia ouvir eram os corações batendo descompassados e em ritmo acelerado. Olhei para o Mestre e tive a nítida impressão de que ele era um ancião, não pelos seus traços, mas, principalmente pelo seu olhar. Na verdade não me sinto em condições de descrever o que significou seu olhar nesse momento, mas sei que se tornaram subitamente maiores, mais brilhantes e profundamente sérios, graves.
A apreensão e o suspense era geral e evidente, mas ninguém se atrevia a pronunciar uma palavra sequer. Para mim, e imagino que para todos, aqueles minutos deram a impressão de uma eternidade. Para alguns por estarem totalmente inebriados com esse instante, para outros por um visível estado de vigilância, prontos para, a qualquer momento, entrarem am ação diante do menor sinal do Mestre e outros por medo de uma reação imprevisível dirigida diretamente a eles. Sem conseguir sustentar o olhar nos olhos do Mestre por mais que alguns segundos, procurei observar as demais pessoas ali presentes. O que vi foi único. Nenhuma daquelas expressões eu, como artesã e boa observadora, jamais vi em lugar nenhum e nem em nenhuma obra de arte.
Percebi, que apesar de não ser algo absolutamente visível, o Mestre percorreu por todos os olhares e ao encontrar o meu me senti nua. "Meu Deus", eu pensei, "o que está acontecendo aqui? O quê que eu vim fazer aqui? E, em seguida o Mestre dirigiu seu olhar para o Malcio, visivelmente trêmulo, mas fazendo de tudo para não demonstrar, e inacreditavelmente pareceu-me que um fio de luz se formou entre os dois olhos. Nesse exato momento tudo é interrompido pelo estrondo de uma forte batida entre dois veículos que passavam pela avenida em frente ao prédio.
Não tentarei descrever aqui as reações ali ocorridas mas ouvimos em seguida uma voz imperativa que disse: 'Calma, podem sentar-se que o Mestre não encerrou.' Fizemos isso. Olhei para a pessoa que disse essas palavras e me surpreendi, pois tratava-se da Cibele, uma moça bem jovem, de no máximo 19 anos, e que por isso mesmo não correspondia com a segurança e seriedade de sua voz, e é ela quem faz o atendimento ao leitor da Humanus e foi exatamente através dela que fizemos todos os contatos para chegarmos até a Sama. O Mestre pediu uma água, a qual foi servida por uma discípula, prontamente e respeitosamente, como eu nunca havia visto antes, bebeu tranqüilamente e, para surpresa geral, sorriu para Malcio, e não posso deixar de dizer que, por mais inacreditável, paradoxal e exagerado que pareça, tive a nítida visão de um menino no rosto do Mestre. E ele respondeu pausadamente com a autoridade de quem inegavelmente é superior:

PS - Quando o senhor proferiu sua...afirmação, eu me lembrei de uma insolente sentença que eu ouvi quando estive pela primeira vez que no Paraíso. Eu ouvi que a mentira e a Verdade eram preconceitos de Deus. Sabe quem estava falando? A serpente.

"O Mestre, em seguida, solicitou que fosse servido água para todos. Nós bebemos e foi reconfortante. Em seguida ele disse que podíamos continuar. E só nos foi possível fazer as perguntas rápidas, o famoso pingue-pongue, que havíamos programado para o final da entrevista."

AH - Se a Humanus fosse uma canção qual seria?

PS - Um trovão anunciando um raio; um raio iluminando a madrugada; e uma brisa soprando à beira mar.


AH - Um sonho?

PS - O sonho é sempre um prenúncio da realidade para a mãe da paciência: a vontade.

AH - Um castigo?

PS - G. W. B.

AH - Uma praga?

PS - A usura.

AH - Uma bênção?

PS - Que todas as aspirações justas se realizem.

AH - Uma frase

PS - A Oração dos Humanus: "Perdoai-nos as nossas virtudes! 'É a oração que se deve rezar aos homens." - Só que essa não é minha é do meu inspirado amigo, Nietzsche.

AH - Um homem?

PS - Um Humanus.


Assim que recebemos o material selecionado e a proposta dessa entrevista feita pelos Amigos da Humanus, e após termos lido todas as observações inseridas pelos AH ao longo da entrevista, de forma espontânea e sincera, todos os membros da revista que são discípulos da União do Vegetal não precisaram nem conversar a respeito para concluírem emocionados e em silêncio, que esses amigos sentiram algo semelhante a uma burracheira sem haver bebido o chá.
Esclarecemos que burracheira é o efeito do chá Oaska no espírito humano e que se manifesta durante as sessões da União do Vegetal quando os discípulos bebem o chá preparado pelo Mestre. A burracheira não obedece aos ditames da lógica, mas unicamente aos mistérios das determinações divinas. E por esse motivo, existem diversos relatos, á exemplo desse, de pessoas que ao se aproximarem do Mestre, ou das áreas pertencentes à União do Vegetal onde são realizados trabalhos variados e onde os interessados em conhecer a UDV e beber o chá têm a oportunidade de freqüentar, ou até mesmo lendo alguma das obras publicadas pela Sama sobre esse assunto, sentiram coisas estranhas, inexplicáveis, fortes, reveladoras, surpreendentes e misteriosas. E diversas dessas pessoas que, por reconhecerem esse mistério acabaram bebendo o Vegetal, como é o meu caso, confirmaram, após sentirem a burracheira dentro de uma sessão, que o que haviam sentido era um prenúncio desse estado mais sensível que está além da imaginação. A burracheira varia de pessoa para pessoa e nunca se repete para os que a sentem freqüentemente. Mas é invariavelmente purificadora, reveladora, misteriosa e elevada.
Portanto, me identifico com esses depoimentos por já ter sentido algo semelhante.
Felicito aos Amigos da Humanus por terem podido vislumbrar o Céu interior que existe dentro de cada um.

 

 

 

 

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