A POLITICANALHA E A VERDADE
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A politicanalha acaba fazendo da mentira e do engano uma atitude natural e própria de sua ação. Para nos que possuímos e operamos dentro de um marco ético diferente, não podemos compreender que as pessoas não enfrentem a verdade ou pelo menos não tenham atitudes compatíveis com uma busca honesta dela.
Diferente é a ação de quem é verdadeiramente honesto e sabe quão triste e sofrido é ser conduzido pelo engano.
Tanto se tergiversam as coisas na busca proselitista, que acaba se fazendo daquela atitude um ato que lhes parece ser natural e quase virtuoso.
E o que é pior, seus protagonistas se envolvem de tal modo com isso, que quando o espectador inadvertido os escuta, lhes vê parecer como possuidores da verdade e da razão.
Assim, a politicanalha se aproveita deste método que verdade não é, tentando fazer do que é falso, verdadeiro, ou uma verdade entre aspas.
Mas a natureza dos sentimentos dos homens é mais sabia que seus julgamentos mentais e de algum modo sua essência humana finalmente se da conta de que não estava exercendo uma cidadania real, e mais do que isso, nem sequer existia o menor intento de fazê-lo.
Recordemos como se tergiversavam os acontecimentos quando uma entidade política perdia uma eleição. Aí se manifesta claramente sua vocação de não se conduzir pela verdade.
Não é difícil ver ao candidato perdedor feliz, porque se considera um ganhador. Para isto se utiliza de toda e qualquer tipo de argúcia.
Nas eleições ninguém perdia: todos se proclamavam de alguma maneira, vencedores. "Esta é uma região na qual antes tínhamos recebido menos votos..." ou "o partido se consolidou", diziam.
Estas e outras atitudes mais parecem uma comedia de equívocos que um fato real. E não teriam verdadeira importância, se não estivessem brincando com o porvir da Pátria.
E mais que isso, com a honestidade natural do povo.
Porem, aqueles personagens que de forma impudica tentavam refutar um fato irrefutável: o de poder observar um dilúvio de "princípios" e palavreados, atrás dos quais se escondem atitudes cuja intencionalidade não levam precisamente a marca da busca do bem comum.
De fato fazem da farsa o destino de suas existências. Rejeitam compromissos e diálogos publicamente, fazendo um silencio conspiratório. Em quanto em segredo, se movimentavam, planejavam, faziam acordos e tomavam decisões que contradizem abertamente o expressado em público. São capazes de negociar qualquer coisa, na medida em que sentem que aquilo poderia constituir um elo importante para seu partido ou proveito pessoal.
Em realidade, perderam-se de vista, de maneira absoluta, os objetivos superiores do Estado e da Pátria. Todo o assunto se reduz, para eles, em uma busca eleitoral. E para isto realizam o que for necessário para manter as aparências. O mundo em que vivem diminui cada vez mais, na medida em que o imundo aumenta.
Estão sujeitos a qualquer compromisso capaz de sustentar um sistema podre, desde que lhes resulte conveniente.
É uma existência suja, de pedra, apegada a um materialismo imediatista.
Nem sequer quando a Pátria está em perigo suas atitudes mudam.
Eles pensam que para tudo existe uma solução de partidos. De "diálogos" ambíguos e nebulosos, sem sequer divisar que quiçá estes mesmos com os quais buscam "dialogar", o único que querem é manter o sistema que os alimenta, o qual eles tão fanaticamente defendem, como se fossem um verme que se alimentasse de seus próprios dejetos.
E que permanentemente, em conluio com seus interlocutores o fazem por uma mera questão de interesse.
O exemplo mais claro desta falta de se conduzir pela verdade constitui o famoso estatuto de garantias, que vem sendo firmado desde longa data entre os partidos políticos.
Não lhes importam pactuar ou negociar. Ou até trair o que fazem finalmente é sempre por razões "políticas". Curiosa forma de ação da conduta partidária.
Cabe a nós perguntarmos:
- A quem pensam enganar?
Em realidade, os bonzinhos, os bem intencionados com certeza serão sepultados pelos seus comportamentos ilícitos no esquecimento da historia. O curioso é que todos aqueles curiosos enganadores e enganados acabavam aparecendo em cena se aliando com quem antes os enganaram. Ambos cabalando com o objetivo de nos enganar. Seria por ironia do destino eu um dos enganados?
- Com certeza EU não. Que pensa o senhor e a senhora disto?