Eu falo e não te ouço

Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Pedro Valente em Qui Mar 04, 2010 10:09 pm

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Com relação ao clip postado pela sra. Alia Spártacus sobre Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que indiretamente refere-se à Maçonaria, tenho a dizer o seguinte: a Maçonaria na sua origem, era uma escola de perfeição e mistérios que foi criada pelo Mestre. Portanto ela é potencialmente boa, enquanto que os discípulos maçons de hoje são verdadeiros aprendizes de feiticeiros, ou seja, piores que o diabo.

O Mestre, em época mais recente, no corpo e no nome de de JOBálsamo De Cagliostro, no século XVIII, tentou restaurar a Maçonaria sob o rito da Maçonaria Egípcia, buscando com ela, restituir seu brilho original. Mas aconteceu que em maio de 1789 em um ato de ousada temeridade, dirigiu-se a Roma, onde organizou uma loja egípcia sob o próprio abrigo do Vaticano. Mas isto era mais do que a Inglaterra estava disposta a suportar, já que havia excomungado a Maçonaria durante 50 anos. Em consequência disso, em 27 de dezembro deste mesmo ano de 1789, durante a celebração de S. João Evangelista, a quem havia dedicado suas Lojas, foi sequestrado pela ''santa inquisição'' e encarcerado no Castelo de S. Angelo. Ali, depois de um processo dos mais terríveis, como os que acostumava a inquisição fazer passar os acusados - processo este, no qual sua companheira, a italiana Lorenza Feliciani, foi a principal testemunha contra o Mestre - tendo sido declarado culpado de haver constituido sociedades e conventos da Francomaçonaria.

Seus livros e o manuscrito intitulado Maçonaria Egípcia foram queimados pelo verdugo público, e ele condenado à pena de morte, sentença esta que o papa comutou posteriormente pela de prisão perpétua. Cagliostro recorreu a Assembléia Constituinte francesa, mas tudo foi em vão. Desde então não tornou a ser visto. Este homem, que durante vários anos, havia ocupado tão grande espaço na história do mundo - o amigo de príncipes, prelados e filósofos, que contava com milhares de discípulos - definhava dentro dos lúgubres muros da prisão de S. Léo, no Ducado de Urbino, e por fim, no ano de 1795, em um ataque de apoplexia, pronunciou seu Há Deus ao i-mundo.

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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Luis Donizeti em Sex Mar 05, 2010 9:30 am

Eu agradeço ao Sr. Pedro Valente pelos esclarecimentos sobre a origem da maçonaria e o que aconteceu ao longo dos séculos.

Eu já havia ouvido o Mestre esclarecer sobre este assunto e agora está ficando cada dia mais claro o que aconteceu e evidencia a insistência dos bonzinhos que há séculos vinham se infiltrando em todas as religiões e culturas com o objetivo de destruir as mesmas, corroendo as bases e alicerces até a estrutura toda estar danificada, modificando e misturando os mais belos princípios de virtudes com curiosidades e sujeiras e apresentando à população uma versão totalmente deturpada do que é a verdadeira origem de cada religião e culturas diversas.

Na Humanus volume III podemos aprender sobre a origem das principais religiões do mundo e observar que ao longo dos séculos nem mesmo seus adeptos e seus representantes mais conhecidos estavam praticando seus ensinamentos, mas estavam distantes dos princípios a que se dizem seguidores e representantes e pior, tinham transformado as sedes de tais instituições em comércios e centros políticos.

E também tem ficado registrado na historia da humanidade a luta e o sofrimento de todos os homens que deram suas vidas para resgatar, fortalecer e reconstruir estas instituições e os crimes praticados contra estes espíritos sublimes que se entregaram incondicionalmente às suas missões na Terra.

E na União do Vegetal tentaram fazer a mesma coisa várias vezes, mas não conseguiram porque o Mestre desmanchou todas a tramas e expôs publicamente o intento dos tipos piores que o diabo.

Então não podemos deixar de lutar para aprender com o Mestre a cumprir a Lei da União do Vegetal nesta Sagrada Obra onde o Mestre vem construindo uma nova sociedade alicerçada nos ensinamentos do Divino Mestre Jesus.
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Maria Áurea em Sex Mar 05, 2010 1:07 pm

Lendo o texto postado pela sra Alia Spártacus sobre Liberdade, Igualdade e Fraternidade e após o texto desvelador do senhor Pedro Valente, não se pode deixar de pensar na capacidade que o homem tinha de macular princípios originalmente bons.

A política é um bom exemplo disso. Se for procurar o significado da palavra vai se constatar que o princípio da mesma não tem nada a ver com a coisa desgastada e suja que se tornou hoje em dia. Sinônimo de tudo o que não presta, nela o homem expõe toda a sua hipocrisia e descomposturas sob o disfarce do mérito. Sim, eles teimam em querer nos convencer de que chegam a vida pública com as melhores das intenções de trabalhar pela coletividade e se estabelecia aí um pacto onde os políticos fingem que tem credibilidade a as pessoas fingem que acreditam neles. Digo isso porque se assim não fosse, a sociedade em peso não participaria de uma das maiores farsas democráticas que é uma eleição . Fazem até filminhos melodramáticos dizendo ser um ato de cidadania votar.

Mas, voltando ao texto sobre a maçonaria, eu agradeço ao Mestre pelos esclarecimentos. Nunca entendi bem o que era a maçonaria e também nunca procurei saber, minha postura sempre foi de desconfiança e distância. Já convivi com pessoas onde o chefe da família era maçon, e a "doutrina", da maçonaria, se é que se pode dizer assim,não era compartilhada entre os membros da mesma família. A idéia que tenho da maçonaria é de uma coisa subterrãnea onde a pessoa entrava com objetivos financeiros . Eu não sabia que originalmente era uma escola de perfeição e mistérios, potencialmente boa e que os tipos piores que o diabo a desvirtuaram.

Mas o que mais me chama à atenção nesse texto desvelador do Sr. Pedro Valente é a figura dessa italiana e sua traição ao Mestre , do qual era “ companheira” .

É como diz uma música que já ouvi na União do Vegetal: Todas as coisas são mistérios... E pelo que estou aprendendo, o ego continuava sendo o inimigo número um do homem e vencê-lo, um imperativo.

Diante de tudo isso, peço mais uma vez: Deus, livra-me da hipocrisia disfarçada de vitima. Amem!
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Rosangela M. Machado em Sex Mar 05, 2010 7:19 pm

Agradeço ao Mestre por esse texto que esclarece sobre o principio da Maçonaria, seu objetivo inicial de ser uma escola de perfeição e mistério cuja finalidade é a evolução do homem.
E como vem sendo esclarecido, mais uma vez podemos confirmar que o objetivo de certos tipos é de manter o ser humano na ignorância, escondendo e contando a historia de forma deturpada, para destruir a esperança e a confiança do coração dos homens, atacando das formas mais vis todos os espíritos Iluminados que encarnaram na Terra para auxiliar o homem no seu caminho de evolução.

Eu agradeço ao Mestre pelo esclarecimento e principalmente por todo o trabalho que o Mestre vem fazendo de conduzir o homem sobre a terra, desmascarando e livrando-nos da ilusão.
Grata Mestre.
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Tatiana em Sex Mar 05, 2010 9:14 pm

Realmente, é bastante interessante esta história de José Bálsamo de Cagliostro.
Eu também desconhecia esta origem da maçonaria.
E o que também chamou a atenção é ver, mais uma vez, um homem justo, corajoso e cumpridor dos ensinos divinos tendo que suportar a ignorância, a incompreensão e a traição dos espíritos atrasados.
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Alex Cubo em Dom Mar 07, 2010 1:07 pm

Atentados de 11 de setembro são 'uma grande mentira', diz Ahmadinejad

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O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad qualificou neste sábado os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos de "uma grande mentira" utilizada como pretexto para invadir o Afeganistão, informou a imprensa estatal iraniana.

"O 11 de setembro foi uma grande mentira que abriu caminho para a invasão do Afeganistão, com o pretexto de combater o terrorismo", declarou o presidente, segundo os meios de comunicação oficiais.

Hostil nas relações com os EUA, Ahmadinejad pôs em xeque a tragédia cometida por membros da Al-Qaeda, na qual morreram cerca de 3 mil pessoas.

O presidente da República Islâmica também afirmou que os ataques aéreos contra as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York eram "um roteiro e uma ação complexa dos serviços secretos".

Estas declarações foram feitas no momento em que os EUA pressionam os membros do Conselho de Segurança da ONU para que votem a favor de novas sanções contra o regime iraniano, devido ao seu plano nuclear.

Washington acusa Teerã de querer construir uma bomba atômica acobertando-se no programa nuclear civil, o que o Irã sempre desmentiu.


Vejam só: em 2005 a Humanus publicou uma grande matéria intitulada “WWW.EUA.MENTIRA.COM - A viagem à Lua e a face oculta da democracia”. A reportagem, que compõe a página ‘Fraudes da História’, desmascara em 30 páginas a farsa da viagem à Lua e a farsa do atentado de 11 de setembro de 2001, mostrando através de inúmeros pontos questionáveis, duvidosos e até hoje ainda não justificados que ambos os acontecimentos serviram para proteger interesses comerciais, industriais, financeiros, logísticos, armamentistas, petrolíferos, geopolíticos e religiosos dos Estados Unidos da América.

Em 2003, a Humanus já alertava que o então recente atentado contra o Pentágono e o World Trade Center nos EUA ilustrava a grande tensão que se criou entre a falsa democracia e essa outra forma de radicalismo que é o fundamentalismo islâmico, provando que a História mostra que, apesar das aparências, tais ideologias que se ‘combatem’ no fundo são bastante semelhantes...

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A seguir, alguns trechos da Humanus V, vol. I, publicada em 2005:

(...) vários americanocéticos vêm trazendo à tona questões bem mais inquietantes em relação a esse episódio do que os apolocéticos sobre as missões Apolo e seus feitos lunares. Uma série de incongruências, impossibilidades, coincidências e fatos suspeitos interligam-se numa teia tão obscuramente engenhosa que chega a assustar os mais astutos.

(...) através deles o leitor terá mais condições de concluir por si mesmo se os EUA são ou não alvo de sérias suspeitas que não podem ser ignoradas ou simplesmente provindas de “teorias da conspiração”.

(...) Imediatamente após os atentados daquele dia, Osama Bin Laden e sua rede Al Qaeda foram acusados pelo governo norte-americano de serem os autores dos mesmos, sem nenhuma comprovação efetiva (até hoje ainda não existem provas e ninguém as exige). Bush lança então a arrogante e presunçosa bomba: “Quem não está conosco está contra nós!”, ou seja, quem não está do lado dos Estados Unidos está do lado dos “terríveis terroristas”. A indignação de Bush contra aqueles arautos do terror que estavam ameaçando o mundo ganhou incrível respaldo. O lema se tornou: “Temos que nos unir contra o terrorismo!” Desta forma, ele rapidamente lançou suas campanhas bélicas contra o Afeganistão e o Iraque. Bush, assim como Tony Blair, tinha, pois, “certeza absoluta de que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa” e esse foi o álibi para a invasão. Esta se deu e o Iraque se viu destruído, saqueado e obrigado, a poder de mísseis e bombas democráticas, a se tornar também “democrático liberal” e, finalmente, fazer parte da globalização, sob o domínio absoluto do império do capital.

(...) vale a pena citar alguns pontos questionados por pessoas como Thierry Meyssan, autor do livro “11 de setembro de 2001: uma terrível farsa”, publicado na França, e por muitas outras, algumas inclusive incensadas pela mídia do sistema, como o exótico e palrador Noam Chomsky e Gore Vidal.

(Em seguida, o artigo enumera e explica 26 pontos falhos relacionados ao atentado)

(...) Diante de tudo isso, muitos se perguntam: a quem, afinal, tais atentados beneficiou? Quem estava preparado para se aproveitar da ‘surpresa’ e dar-lhe continuidade? A perfeita sincronia dos interesses que tiveram lugar naqueles acontecimentos e seus desdobramentos direcionam para uma única resposta:os EUA!

(E na seqüência, o artigo revela alguns dos ‘benefícios’ imediatos para os Estados Unidos proporcionados por tão hediondo crime. Leia mais na Humanus V, vol. I pág. 74 e ss.)


Porém, voltando ao comentário no mínimo atrasado do presidente iraniano, com o qual iniciamos este texto, cumpre mencionar que em 2007, a Sama Multimídia Educação e Arte, empresa totalmente independente e declaradamente anti-sistema-globalista, se dispôs a ceder páginas de sua edição cinco, volume dois a uma reportagem que teria como título “Com a palavra, o Irã” a fim de que aquele país tivesse uma oportunidade de mostrar a cultura islâmica, geralmente muito atacada pelos países ocidentais. Desta forma, a Sama propôs que fosse agendada uma entrevista com o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Depois de dois meses de contatos, recebeu a resposta de que o sr. Presidente andava muitíssimo ocupado, com a agenda lotada, muito requisitado por toda a imprensa mundial, envolvido em incontáveis compromissos por todo o planeta e que, portanto, não poderia conceder a entrevista a Humanus. E a Embaixada propôs realizar a entrevista com o presidente do parlamento iraniano, sr. Gholamali Haddad Hadel, alegando tratar-se de respeitável filósofo, escritor, professor e homem engajado na luta política e religiosa de seu país desde os tempos de Khomeini, tendo participado ativamente da revolução islâmica que deu origem a esta República. E que além disso, ele era genro do líder espiritual do Irã, casado com a filha deste.

Não vamos aqui entrar em detalhes do que foi aquela lamentável demonstração de ausência total de princípios básicos de educação e profissionalismo, pois os leitores e amigos do GEH podem ler na Humanus V, vol. II págs. 36 a 42 um relato pormenorizado do que estamos falando. Inclusive a reportagem termina com a publicação do Édito Jus puniendi dos envolvidos naquela legítima ‘palhaçada’: Gholam Ali Haddad Hadel (Presidente do parlamento iraniano), Seyed Jafar Hashemi (Embaixador do Irã no Brasil) e Zanjani (adido cultural da Embaixada do Irã no Brasil), sendo o mesmo édito extensivo ao sr. presidente Mahmoud Ahmadinejad, por ter o mesmo se omitido em assumir a responsabilidade pelo comportamento desrespeitoso e irresponsável de seus subordinados.

O ponto, porém, é que neste ato, o Embaixador do Irã recebeu da Sama Multimídia um exemplar da Humanus V, vol. I, que naquela época tratava-se da mais recente edição da Humanus e que justamente contém a reportagem sobre a farsa do atentado das Torres Gêmeas.

Diante de todo o exposto, o comentário do presidente iraniano, além de atrasado, é muito suspeito.
Na época, não falou uma só palavra. E agora vinha falar o que a Humanus já falou há mais de cinco anos atrás.

É bom ressaltarmos que a Humanus não tem nenhuma afinidade com esse farsante.
Alex Cubo
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Adriana Hoffmann em Dom Mar 07, 2010 5:30 pm

O judiciário e os bancos

É público e notório que há tempos as decisões do Supremo Tribunal Federal - STF e Superior Tribunal de Justiça - STJ têm sido favoráveis (ou melhor dizendo, tendenciosas) aos bancos, assim como também é de conhecimento de todos o poder econômico e político das instituições bancárias junto aos Tribunais Superiores.

Vários juízes e desembargadores prolatam decisões favoráveis aos consumidores, mas essas decisões acabavam sendo revertidas a favor dos bancos quando chegavam ao STJ ou STF.

Na maioria das vezes os recursos eram barrados por “questões processuais” criadas pelos próprios Ministros, os quais se aproveitavam das brechas e ambigüidade das leis.

A partir da promulgação da Constituição Federal, o poder judiciário ficou dividido quanto à aplicabilidade ou não do art. 192, § 3º da Carta Magna, que estabelecia uma taxa de juros de no máximo 12% ao ano, mencionando inclusive que as taxas superiores enquadrariam seus agentes em crime de usura.

O supracitado preceito constitucional foi revogado pela Emenda Constitucional 40/03 sob a alegação de haveria a necessidade de edição de lei complementar para aplicar taxa máxima de juros reais de 12% ao ano cobrados nas operações de crédito.

Cumpre lembrar que a Lei da Usura (Decreto n.º 22.626, de 07/04/1933) que continua em vigor, já previa os juros de 12% ao ano.

A Súmula Vinculante nº 7 do STF estabelece que "a norma do § 3º do art. 192 da Constituição, revogada pela Emenda Constitucional 40/2003, que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano, tinha sua aplicabilidade condicionada à edição de Lei Complementar".

E a tentativa de restabelecer taxa de juros reais máxima de 12% ao ano nas operações de crédito realizadas pelo Sistema Financeiro Nacional acaba de ser rejeitada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Esta rechaçou o projeto de lei (PLS nº 404/03), do senador Magno Malta (PR-ES), que pretendia resgatar a limitação dos juros reais nesse patamar. A matéria será examinada ainda pela Comissão de Assuntos Econômicos.

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De alguns anos para cá (principalmente de dois anos para cá), o que temos assistido é que aqueles que têm o dever de salva-guardar a Legislação Pátria e os princípios fundamentais do Direito estão pisoteando nos mesmos por questões político-ideológicas.

Os governos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula foram coniventes com retromencionado ESCÂNDALO, sempre privilegiando a agiotagem (sabe-se lá a troco do que) em detrimento do ganho financeiro através do trabalho honesto.

O STJ que se intitula Tribunal da Cidadania (sic), em suas decisões favoráveis aos bancos (mesmo em casos em que a taxa de juros cobrada seja de 400% ao ano, se limita a alegar que “as taxas de juros cobradas, não demonstram abusividade excessiva contra o consumidor pois estão dentro das taxas médias praticadas pelo mercado.”

Está provado que ELES SÃO INIMIGOS DO POVO BRASILEIRO.

Vejamos alguns exemplos:

- A Súmula 380, o STJ manifestou entendimento de que "A simples propositura da ação de revisão de contrato não inibe a caracterização da mora do autor."
- A Súmula 381 dispõe que: "Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade das cláusulas."
- A Súmula 382 do STJ registra que: "A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não indica abusividade".


Das cinco decisões dadas pelo STJ mais recentemente (juros remuneratórios, juros moratórios, configuração da mora, inscrição de devedores em cadastros de inadimplência e revisão de ofício de cláusulas contratuais), quatro foram no sentido de beneficiar as instituições financeiras.

A única decisão a favor dos consumidores é a que trata sobre juros moratórios.

Conforme se constata, as decisões do STJ não são um posicionamento jurídico, mas sim uma opção ideológica.

A súmula 121 do STF veda a capitalização de juros.

Súmula 121
“É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada.”

E a súmula 596 do mesmo Tribunal diz, em resumo, que a lei da usura não vale para as instituições que integram o sistema bancário. Vale para quem, então??

Súmula 596
“As disposições do decreto 22626/1933 não se aplicam às taxas de juros e aos outros encargos cobrados nas operações realizadas por instituições públicas ou privadas, que integram o sistema financeiro nacional.”

Necessário registrar trecho do artigo de autoria Marcelo Alvarez Meirelles
(advogado do Escritório Rocha Meirelles Advogados Associados do Rio de Janeiro), datado de setembro/2007, no qual o mesmo assevera:

“(...) A capitalização dos juros em periodicidade inferior à anual é atividade proibida em diversos países. Em Portugal, o Código Civil estabelece em seu artigo 560 a proibição da contagem de juros sobre juros. No Código Civil Italiano, assunto semelhante , com permissão para se capitalizar em seis meses. O Código Civil Francês tem a mesma interpretação, limitando a capitalização apenas na forma anual.

Ou seja, os juros contados e calculados – à parte – podem ser incorporados ao saldo devedor ao final de um ano, para, aí sim, passarem a fazer parte da conta para o cálculo de novos juros. Os bancos, entretanto, debitam os juros até mesmo na forma diária, potencializando e criando progressão geométrica aos valores devidos. (...)

A RENDA DO POVO BRASILEIRO ESTÁ SENDO MIGRADA DE FORMA CRIMINOSA PARA OS BANQUEIROS, em verdadeira estrada de mão única que a tira do mais pobre (assim como da classe média) e a entrega ao mais rico, diretamente.”
(http://www.rochameirelles.com.br/artigo ... _renda.htm)

O magistrado Gerivaldo Alves Neiva (Juiz de Direito em Conceição do Coité/BA), indignado com essa afronta aos princípios básicos do Direito, assim se manifestou sobre o assunto:

“Ora, já foi dito pelo STJ que ao julgador é vedado o conhecimento de ofício das cláusulas abusivas nos contratos bancários (será que pode em outros contratos?). Sendo assim, quer dizer logo o STJ, antes que algum julgador se arvore a fazer diferente, que estipular juros em taxas estratosféricas, por si só, não constitui abusividade. Com a benção do STJ, portanto, a usura está ressuscitada! Viva o STJ!
O ‘sétimo ai!’ do profeta Isaías contra os grandes de Judá nunca foi tão atual: ‘Ai dos que promulgam decretos iníquos e, quando redigem, codificam a miséria; afastam do tribunal os indefesos, privam dos seus direitos os pobres do meu povo, fazem das viúvas a sua presa e despojam os órfãos." Is 10, 1-2.

(...)
Com efeito, segundo o Des. Rui Portanova, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, (...) ‘o juiz que não tem valores e diz que seu julgamento é neutro, na verdade está assumindo valores de conservação. O juiz sempre tem valores. Toda sentença é marcada por valores. O juiz tem que ter a sinceridade de reconhecer a impossibilidade de sentença neutra.’

O que se quer dizer, por fim, é que o conteúdo das referidas Súmulas, mais do que ilegais ou contrárias aos princípios gerais do Direito, apenas refletem, quer eles queiram ou não, a ideologia dos ministros do STJ. Portanto, não se trata de má-fé ou desconhecimento do Direito, mas uma opção ideológica que confirma, na prática, a suposição do Des. Rui Portanova: ‘a lei nem sempre revela o Direito. Pelo contrário, muitas vezes consagra privilégios’.

(...)
Se o próprio STJ em sua Súmula parte do princípio de que existem cláusulas abusivas nos contratos bancários, o que vamos fazer agora com o artigo 1º do Código de Defesa do Consumidor, que estabelece a natureza de “ordem pública e social (as questões de ordem pública podem ser decididas pelo juiz mesmo que a parte não requeira na petição) ” para as normas de proteção e defesa do consumidor?

O que vamos fazer, também, com o artigo 51 do mesmo Código, que estabelece que são nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade?

Por fim, não se sabe o que o STJ vai fazer com sua própria jurisprudência de poucos meses atrás, que entendia exatamente o contrário:

‘Processual civil e administrativo. SFH. Contrato de mútuo. Tabela price. Capitalização de juros. Falta de prequestionamento. Súmulas 282 e 356 do STF. art. 6°, "e", da Lei nº 4.380/64. Limitação dos juros. Julgamento extra petita. Matérias de ordem pública. arts. 1º e 51 do CDC.
(...)

3. Não haverá julgamento extra petita quando o juiz ou tribunal pronunciar-se de ofício sobre matérias de ordem pública, entre as quais se incluem as cláusulas contratuais consideradas abusivas (arts. 1º e 51 do CDC). Precedente.

4. Recurso especial provido em parte.
REsp 1013562 / SC - 2007/0289849 – 0 – Relator: Ministro CASTRO MEIRA - Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA

QUEM É QUEM

A decisão referente à Súmula 382: Os vencidos foram Antônio de Pádua Ribeiro e Sálvio de Figueiredo que defenderam o equilíbrio dos contratos bancários pela aplicação da taxa SELIC mais juros de 6%. Os vencedores se dividiram. Quatro ministros, Carlos Alberto Menezes Direito, Ari Pargendler, Nancy Andrighi e Castro Filho votaram no sentido de que 10,9% ao mês não era, em si mesmo, uma taxa abusiva. (naquele momento, a inflação era de 5% ao ano). Quem viesse a alegar a abusividade tinha de demonstrá-la cabalmente (sic).

Três ministros – Barros Monteiro, Fernando Gonçalves e Aldir Passarinho Júnior – foram mais radicais: defenderam a tese de que "a taxa de juros contratual não pode ser reexaminada em juízo.

Menezes Direito, em extenso voto importado de outro recurso especial, rechaçou o princípio da inversão do ônus da prova (do Código de Defesa do Consumidor - CDC, art. 6º, VIII) e desconsiderou a regra da nulidade de prestações desproporcionais ou excessivamente onerosas (CDC, art. 6º, inc. V), com a nítida intenção de impedir (ou tentar impedir) que a abusividade fosse objeto de questionamentos.

Darci Norte Rebelo, advogado e membro da Comissão Nacional de Acesso à Justiça do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, assim se posiciona sobre o tema em pauta:

“O curioso é que a Súmula é editada quase ao mesmo tempo em que as autoridades monetárias do COPOM anunciam uma vitória da política monetária na previsão de juros de 9,25% ao ano. Assim, enquanto se festejam juros de um dígito ao ano, a Súmula consagra juros infinitos ao mês.

A Súmula, portanto, é uma cilada, uma armadilha, algemas para o pulso de juízes inconformados, sensíveis aos injustiçados (..)..”

Diante do exposto, fica uma pergunta (que exige uma resposta objetiva e sincera) aos nossos Ministros dos Tribunais Superiores.

Os senhores estão decidindo contra a Lei?
Sim ou não?
Ou sim?

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Adriana Hoffmann
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Tatiana em Dom Mar 07, 2010 6:00 pm

Em primeiro lugar, quero manifestar minha total indignação com relação a essa palhaçada sobre a questão dos juros que vinha sendo praticada no Brasil a olhos vistos, porém como se nenhuma pessoa estivesse vendo nada. Principalmente como se os políticos e pseudo-governantes não estivessem vendo nada.

Mas os Humanus estão vendo.

Para começar, a Constituição de um país, sendo sua ‘Lei Magna’, deveria assegurar ao povo o mínimo de sua integridade. A Constituição existe para isso: para ser o limite, para barrar a afronta às leis que existem para que a sociedade seja organizada. Senão, como é que faz??

Só que estava tudo errado: 'mexem' na nossa Constituição como se fosse a coisa mais vulnerável que existe e atribuem a doze pessoas nomeadas pelo Presidente da República a capacidade de decidir em última instância.

O Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil. Sua função principal é servir como guardião da Constituição Federal, apreciando casos que envolvam lesão ou ameaça a esta.

Só que pelo visto estávamos em péssimas mãos.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal são escolhidos entre os cidadãos, com mais de 35 e menos de 65 anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada. O cargo é privativo de brasileiros natos e, pasmem: os ministros são nomeados diretamente pelo presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. O cargo não tem mandato fixo e a menos que o ministro renuncie, ele fica no cargo até a sua aposentadoria compulsória, quando atinge os setenta anos de idade.

O Supremo Tribunal Federal é de vital importância para o Executivo, pois além de decidir as ações que versam sobre a constitucionalidade das normas, também as ações penais, nos crimes comuns contra o chefe do Executivo federal, senadores e deputados federais, tramitam no Supremo Tribunal Federal.

Não é à toa que Fernando Collor de Mello saiu incólume da denúncia de desvio de 6 bilhões de dólares! Nunca mais ninguém falou sobre isso e ele continuava escondido de senador e amigo do presidente.

O salário dos ministros em 2008 era de 24.500 reais, o mais alto do poder público, e serve de parâmetro para estabelecer o teto de remuneração de altos funcionários públicos

Veja quem nomeou quem e tire suas próprias conclusões:

Nomeado por José Sarney:
Celso de Mello - nomeado em 1989 (nascido em 1945, pode ficar até 2015)

Nomeado por Fernando Collor de Mello:
Marco Aurélio de Mello - nomeado em 1990 (nascido em 1946, pode ficar até 2016)

Nomeados por Fernando Henrique Cardoso:
Ellen Gracie Northfleet - nomeada em 2000 (nascida em 1948, pode ficar até 2018)
Gilmar Mendes - nomeado em 2002 (nascido em 1955, pode ficar até 2025)

Nomeados por Luiz Inácio Lula da Silva:
Antônio Cezar Pelluso - nomeado em 2003 (nascido em 1942, pode ficar até 2012)
Carlos Ayres Britto - nomeado em 2003 (nascido em 1942, pode ficar até 2012)
Joaquim Barbosa - nomeado em 2004 (nascido em 1954, pode ficar até 2024)
Eros Grau - nomeado em 2004 (nascido em 1940, pode ficar até 2010)
Enrique Ricardo Lewandowski - nomeado em 2006 (nascido em 1948, pode ficar até 2018)
Cármen Lúcia Antunes Rocha - nomeada em 2006 (nascida em 1954, pode ficar até 2024)
José Antonio Dias Toffoli - nomeado em 2009 (nascido em 1967, pode ficar até 2037)

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Diante disso, de tudo que foi exposto no texto acima, e diante da postura “anti-capitalista” do nosso presidente da República, ¿como fica a situação?

Afinal de contas, ¿tem presidente??

¿Ele não tem nenhuma responsabilidade sobre esse assunto??

Sugiro que a Revista Humanus faça uma reportagem minuciosa sobre esse tema que é da maior relevância e diz respeito a todos os brasileiros vítimas dos sanguessugas e seus esbirros traidores da Pátria.

Com a palavra, o citado:
Tatiana
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Fritz Key em Dom Mar 07, 2010 7:07 pm



Paz na Terra
Fritz Key
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Melania keter em Sex Mar 12, 2010 9:00 pm

Veja e ouça

Mensagem ao Papa.pps
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Javier Perez em Sáb Mar 13, 2010 6:30 pm

Perón y un discurso profético sobre ecología

Mensaje Ambiental a los Pueblos y Gobiernos del Mundo
Por Juan Domingo Perón.

Desde Madrid, difundido el 21 de febrero de 1972

Peron.jpg
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Hace casi treinta años, cuando aún no se había iniciado el proceso de descolonización contemporáneo, anunciamos la tercera Posición en defensa de la soberanía y autodeterminación de las pequeñas naciones, frente a los bloques en que se dividieron los vencedores de la Segunda Guerra Mundial.
Hoy cuando aquellas pequeñas naciones han crecido en número y constituyen el gigantesco y multitudinario Tercer Mundo un peligro mayor- que afecta a toda la humanidad y pone en peligro su misma supervivencia- nos obliga a plantear la cuestión en nuevos términos, que van más allá de lo estrictamente político, que superan las divisiones partidarias o ideológicas, y entran en la esfera de las relaciones de la humanidad con la naturaleza.

Creemos que ha llegado la hora en que todos los pueblos y gobiernos del mundo cobren conciencia de la marcha suicida que la humanidad ha emprendido a través de la contaminación del medio ambiente y la biosfera, la dilapidación de los recursos naturales, el crecimiento sin freno de la población y la sobre-estimación de la tecnología y la necesidad de invertir de inmediato la dirección de esta marcha, a través de una acción mancomunada internacional.

La concientización debe originarse en los hombres de ciencia, pero sólo puede transformarse en la acción a través de los dirigentes político. Por eso abordo el tema como dirigente político, con la autoridad que me da el haber sido precursor de la posición actual del Tercer Mundo y con el aval que me dan las últimas investigaciones de los científicos en la materia.

Los hechos

El ser humano ya no puede ser concebido independientemente del medio ambiente que él mismo ha creado. Ya es una poderosa fuerza biológica, y si continúa destruyendo los recursos vitales que le brinda la Tierra, sólo puede esperar verdaderas catástrofes sociales para las próximas décadas.

La humanidad está cambiando las condiciones de vida con tal rapidez que no llega a adaptarse a las nuevas condiciones. Su acción va más rápido que su captación de la realidad y el hombre no ha llegado a comprender, entre otras cosas, que los recursos vitales para él y sus descendientes derivan de la naturaleza y no de su poder mental. De este modo, a diario, su vida se transforma en una interminable cadena de contradicciones.

En el último siglo ha saqueado continentes enteros y le han bastado un par de décadas para convertir ríos y mares en basurales, y el aire de las grandes ciudades en un gas tóxico y espeso. Inventó el automóvil para facilitar su traslado, pero ahora ha erigido una civilización del automóvil que se asienta, sobre un cúmulo de problemas de circulación, urbanización, inmunidad y contaminación en las ciudades y se grava las consecuencias de la vida sedentaria.

Despilfarro masivo

Las mal llamadas "Sociedades de Consumo", son, en realidad sistemas sociales de despilfarro masivo, basados en el gasto, por el que el gusto produce lucro. Se despilfarra mediante la producción de bienes necesario o superfluos y, entre estos, a los deberían ser de consumo duradero, con toda intención se les asigna cierta vida porque la renovación produce utilidades. Se gastan millones en inversiones para cambiar el aspecto de los artículos, pero no para reemplazar los bienes dañinos para la saluda humana, y hasta se apela a nuevos procedimientos tóxicos para satisfacer la vanidad humana. Como ejemplo bastan los autos actuales que debieran haber sido reemplazados por otros con motores eléctricos, o el tóxico plomo que se agrega a las naftas simplemente para aumentar el pique de los mismos.

No menos grave resulta el hecho de que los sistemas sociales de despilfarro de los países tecnológicamente más avanzados funciones mediante el consumo de ingentes recursos naturales aportados por el Tercer Mundo. De este modo el problema de las relaciones dentro de la humanidad es paradójicamente doble: algunas clases sociales - la de los países de baja tecnología en particular - sufren los efectos del hambre, el analfabetismo y las enfermedades, pero al mismo tiempo las clases sociales y los países que asientan su exceso de consumo en el sufrimiento de los primeros, tampoco están racionalmente alimentados ni gozan de una auténtica cultura o de una vida espiritual o físicamente sana. Se debaten en medio de la ansiedad y del tedio y los vicios que produce el ocio mal empleado.

El espejismo de la tecnología

Lo peor es que, debido a la existencia de poderosos intereses creados o por la falsa creencia generalizada de que los recursos naturales vitales para el hombre son inagotables, este estado de cosas tiende a agravarse, mientras un fantasma - el hombre- recorre el mundo devorando 55 millones de vidas humildes cada 20 meses, afectando hasta países que ayer fueron graneros del mundo y amenazando expandirse de modo fulmíneo en las próximas décadas. En los centros de más alta tecnología se anuncia entre otras maravillas, que pronto la ropa se cortará con rayos láser y que las amas de casa harán compras por televisión y las pagarán mediante sistemas electrónicos. La separación dentro de la humanidad se está agudizando de modo tan visible que perece que estuviera constituida por más de una especie.

El ser humano cegado por el espejismo de la tecnología, ha olvidado las verdades que están en la base de su existencia. Y así, mientras llega a la luna gracias a la cibernética, la nueva metalurgia, combustibles poderosos, la electrónica y una serie de conocimientos teóricos fabulosos, mata el oxígeno que respira el agua que bebe, y el suelo que le da de comer y eleva la temperatura permanente del medio ambiente sin medir sus consecuencias biológicas. Ya en el colmo de su insensatez, mata el mal que podía servirle de última base de sustentación.

Después de la tierra, el mar ...

En el curso del último siglo el ser humano ha exterminado cerca de 200 especies animales terrestres. Ahora ha pasado a liquidar las especies marinas. Aparte de los efectos de la pesca excesiva, amplias zonas de los océanos, especialmente costeras, ya han sido convertidas en cementerios de peces y crustáceos, tanto por los desperdicios arrojados como por el petróleo involuntariamente derramado. Solo el petróleo liberado por los buques cisterna hundidos ha matado en la última década cerca de 600.000 millones de peces. Sin embargo seguimos arrojando al mar más desechos que nunca, perforamos miles de pozos petrolíferos en el mar o sus costas y ampliamos al infinito el tonelaje de los petróleos sin tomar medidas de protección de la fauna y flora marinas.

...Y el agua potable

La creciente toxicidad del aire de las grandes ciudades, es bien conocida, aunque muy poco se ha hecho para disminuirla. En cambio, todavía existe un conocimiento mundialmente difundido acerca del problema planteado por el despilfarro de agua dulce, tanto para el consumo humano como para la agricultura. La liquidación de aguas profundas ya ha convertido en desiertos extensas zonas otrora fértiles del globo, y los ríos han pasado a ser desagües cloacales más que fuentes de agua potable o vías de comunicación. Al mismo tiempo la erosión provocada por el cultivo irracional o por la supresión de la vegetación natural se ha convertido en un problemas mundial, y se pretende reemplazar con productos químicos el ciclo biológico del suelo, uno de los más complejos de la naturaleza. Para colmo muchas fuentes naturales han sido contaminadas; las reservas cuando nos quedaría como último recurso la desalinización del mar nos enteramos que una empresa de este tipo, de dimensión universal, exigiría una infraestructura que la humanidad no está en condiciones de financiar y armar en este momento.
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Salomão em Dom Mar 14, 2010 8:00 pm

É incrível como este estadista, há mais de 30 anos, ja previu a existência do computador, dos cartões de crédito, e foi o verdadeiro pioneiro como chefe de estado a se ocupar com a ecologia.
Fiquei realmente impressionado pela inteligência do general Perón!
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Itagiba de Moura Vargas em Dom Mar 14, 2010 8:01 pm

Quanto ao assunto do judiciario e os bancos, o ilustre romano Tácito já dizia que em um estado corrompido fazem-se muitíssimas leis.
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Diogo F Camargo em Dom Mar 14, 2010 9:36 pm

General Perón, eleito democraticamente, por maioria absoluta, como Presidente da Argentina e que, durante quase meio século, foi tachado de ditador pela oligarquia mundial, nesta mensagem de 1972 já falava sobre a Ecologia, prevendo a utilização do computador, o uso dos cartões de crédito e tudo que está acontecendo hoje, quarenta anos depois.


Perón e um discurso profético sobre ecologia

Mensagem Ambiental aos Povos e Governos do Mundo
Por Juan Domingo Perón.


De Madrid, divulgado aos 21 de fevereiro de 1972


Há quase trinta anos, quando ainda não tinha se iniciado o processo de descolonização contemporâneo, anunciamos o terceiro Posicionamento em defesa da soberania e da autodeterminação das pequenas nações, frente aos blocos em que se dividiram os vencedores da Segunda Guerra Mundial.

Hoje quando aquelas pequenas nações cresceram em número e constituem o gigantesco e multitudinário Terceiro Mundo um perigo maior que afeta a toda humanidade e coloca em perigo sua própria sobrevivência nos obriga a expor a questão em novos termos, que vão alem do estritamente político, que superam as divisões partidárias ou ideológicas, e entram na esfera das relações da humanidade com a natureza.

Confiamos que chegou a hora em que todos os povos e governos do mundo adquiram consciência da marcha suicida que a humanidade empreendeu através da contaminação do meio ambiente e da biosfera, a dilapidação dos recursos naturais, o crescimento sem freio da população e a super-estimação da tecnologia e a necessidade de investir de imediato na direção desta marcha, através de uma ação unida internacional.

A conscientização deve se originar nos homens de ciência, mas só pode se transformar em ação por meio dos dirigentes políticos. Portanto, abordo o assunto como dirigente político, com a autoridade que me dá ter sido o precursor da atual posição do Terceiro Mundo e com o aval que me dão as últimas pesquisas dos cientistas na matéria.


Os fatos

O ser humano já não pode ser concebido independentemente do meio ambiente que ele mesmo criou. Já é uma poderosa força biológica e se continua destruindo os recursos vitais que lhe brinda a Terra só pode esperar verdadeiras catástrofes sociais para as próximas décadas.

A humanidade está modificando as condições de vida com tal rapidez que não chega a se adaptar às novas condições. Sua ação vai mais rápido que sua captação da realidade, e o homem ainda não chegou a compreender, entre outras coisas, que os recursos vitais para ele e seus descendentes derivam da natureza e não do seu poder mental. Deste modo, diariamente, sua vida se transforma numa interminável cadeia de contradições.

No século passado o homem saqueou continentes inteiros e bastaram duas décadas para converter rios e mares em depósitos de lixo, e o ar das grandes cidades em gás tóxico e espesso. Inventou o automóvel para facilitar seu traslado, mas agora se construiu a civilização do automóvel que se assenta, sobre um acúmulo de problemas de circulação, urbanização, imunidade e contaminação nas cidades e a isso se agrava a situação pelas conseqüências da vida sedentária.


Desperdício massivo

As mal faladas "Sociedades de Consumo" são na realidade sistemas sociais de desperdício massivo, baseados no gasto, pelo qual o gosto produz lucro. Desperdiça-se mediante a produção de bens necessários ou supérfluos e, entre esses, aos que deveriam ser de consumo duradouro, com toda intenção se lhes designa certa vida porque a renovação produz utilidade. Gastam-se milhões em investimentos para mudar o aspecto dos objetos, mas não para substituir os bens danosos à saúde humana, e até se apela a novos procedimentos tóxicos para satisfazer a vaidade humana. Como exemplo basta os carros atuais que deveriam ter sido substituídos por outros com motores elétricos, ou o tóxico chumbo que se agrega à gasolina simplesmente para aumentar a rapidez dos mesmos.

Não resulta menos grave o fato que os sistemas sociais de desperdício dos países tecnologicamente mais avançados funcionem mediante o consumo de ingentes recursos naturais aportados pelo Terceiro Mundo. Deste modo, o problema das relações dentro da humanidade é paradoxalmente duplo: algumas classes sociais - a dos países de baixa tecnologia em particular - sofrem os efeitos da fome, do analfabetismo e das doenças, mas ao mesmo tempo as classes sociais e os países que assentam seu excesso de consumo no sofrimento dos primeiros, tampouco estão racionalmente alimentados nem gozam de uma autêntica cultura ou de uma vida espiritual ou fisicamente saudável. Debatem-se em meio à ansiedade e ao tédio e aos vícios que produzem o ócio mal utilizado.


A ilusão da tecnologia

O pior é que, devido à existência de poderosos interesses criados pela falsa crença generalizada de que os recursos naturais vitais para o homem são inesgotáveis, este estado de coisas tende a se agravar, enquanto um fantasma - o homem- percorre o mundo devorando 55 milhões de vidas humildes a cada 20 meses, afetando até países que ontem foram celeiros do mundo e ameaçando expandir-se de modo fulminante nas próximas décadas. Nos centros de mais alta tecnologia se anuncia entre outras maravilhas, que em breve a roupa se cortará com raios lazer e que as donas de casa farão compras por televisão e as pagarão mediante sistemas eletrônicos. A separação dentro da humanidade está se agravando de modo tão visível que parece que estava constituída por mais de uma espécie.


O ser humano cego pela ilusão da tecnologia, esqueceu as verdades que estão na base de sua existência. E dessa forma, enquanto chega à lua, graças à cibernética, à nova metalurgia, combustíveis poderosos, a eletrônica e uma série de conhecimentos teóricos fabulosos, mata o oxigênio que respira, a água que bebe, e o solo que lhe dá de comer e eleva a temperatura permanente do meio ambiente sem medir as conseqüências biológicas. E ainda no auge da sua insensatez, mata o mar que podia lhe servir de última base de sustentação.


Depois da terra, o mar...

No curso do último século, o ser humano exterminou aproximadamente 200 espécies animais terrestres. Agora começou a liquidar as espécies marinhas. Além dos efeitos da pesca excessiva, amplas regiões dos oceanos, especialmente costeiras, já se converteram em cemitérios de peixes e crustáceos, tanto pelos desperdícios jogados quanto pelo petróleo involuntariamente derramado. Apenas o petróleo liberado pelos navios cisternas afundados matou na última década aproximadamente 600.000 milhões de peixes. Porém, continuamos jogando ao mar mais resíduos do que nunca, perfuramos milhares de poços petrolíferos no mar ou na costa e ampliamos ao infinito a tonelagem dos petróleos sem tomar medidas de proteção da fauna e flora marinhas.


...E a água potável

A crescente toxicidade do ar das grandes cidades, é bem conhecida, embora muito pouco tenha sido feito para diminuí-la. No entanto, ainda existe um conhecimento mundialmente difundido com respeito ao problema exposto pelo esbanjamento da água doce, tanto para o consumo humano quanto para a agricultura. A liquidação de águas profundas converteu em desertos extensas áreas outrora férteis do globo, e os rios passaram a ser desaguamentos de esgoto em vez de serem fontes de água potável ou vias de comunicação. Ao mesmo tempo, a erosão provocada pelo cultivo irracional ou pela supressão da vegetação natural se converteu em um problema mundial, e se pretende substituir com produtos químicos o ciclo biológico do solo, um dos mais complexos da natureza.

Como se não bastasse, muitas fontes naturais foram contaminadas; as reservas quando ficariam como último recurso a dessalinização do mar ficamos sabendo que um empreendimento desta envergadura , de dimensão universal, exigiria uma infra-estrutura que a humanidade não está em condições de financiar e prepara neste momento.
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Re: Eu falo e não te ouço

Mensagempor Tatiana em Dom Mar 14, 2010 10:08 pm

Em 1972 eu estava nascendo.

Lembro que na minha infância e até na adolescência pouco ouvi falar de questões de Ecologia. Na verdade, ouvi essa palavra muito tempo depois.

Porém, vendo tudo que está acontecendo no mundo hoje, esse discurso se torna realmente profético.

Estamos descobrindo aos poucos e graças ao GEH que alguns homens tachados de ditadores pelo sistema não eram tão terríveis assim como querem nos fazer pensar, querem nos fazer sentir, querem nos fazer acreditar...
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